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Reveladas fotos do local onde acharam Daiane; o envolvimento do síndico e do próprio filho

A Polícia Civil de Goiás confirmou, na madrugada desta quarta-feira, a localização do corpo da corretora de imóveis Daiane Alves Souza, de 50 anos, em uma área de mata no município de Caldas Novas. Natural de Uberlândia, em Minas Gerais, ela estava desaparecida desde o dia 17 de dezembro do ano passado. O caso, que já mobilizava familiares e moradores, ganhou novos contornos com a prisão do síndico do prédio onde a vítima residia e do filho dele, suspeitos de envolvimento no episódio.

As diligências que levaram ao local onde o corpo foi encontrado contaram com a atuação de equipes especializadas, que percorreram trechos de vegetação densa na região. Imagens divulgadas pelas autoridades mostram o trabalho minucioso dos agentes durante as buscas. Além das duas prisões, o porteiro do condomínio também foi levado à delegacia para prestar esclarecimentos sobre a rotina do prédio e possíveis movimentações relevantes nos dias que antecederam o desaparecimento.

A Polícia Civil informou que uma coletiva de imprensa será realizada para apresentar detalhes adicionais do inquérito, incluindo a linha do tempo dos acontecimentos e os elementos que sustentaram as medidas judiciais. Até o momento, a defesa dos investigados não se pronunciou publicamente. A apuração segue em andamento, com foco em esclarecer as circunstâncias da morte e a eventual participação de outras pessoas.

O último registro de Daiane dentro do condomínio foi feito por câmeras de segurança por volta das 18h57 do dia em que desapareceu. Nas imagens, ela aparece no elevador utilizando o celular. Segundo relatos da família, a corretora teria descido ao subsolo do prédio para tentar resolver um problema de energia elétrica em seu apartamento. Depois disso, as câmeras mostram a vítima circulando pela portaria e retornando ao elevador, seguindo em direção à garagem, onde não há registros posteriores de sua movimentação.

A ausência de notícias e o fato de o carro da corretora permanecer em Uberlândia reforçaram as suspeitas de que algo fora do comum havia ocorrido. Preocupada, a mãe de Daiane registrou um boletim de ocorrência no mesmo dia e iniciou buscas por conta própria, procurando por hospitais e unidades de saúde na região. Com o passar das semanas, a investigação passou a se concentrar no entorno do condomínio e nas relações mantidas pela vítima nos meses anteriores.

Informações reunidas pela polícia indicam que havia um histórico de desentendimentos entre Daiane e o síndico do edifício. De acordo com dados já analisados pelas autoridades, o Ministério Público de Goiás havia apresentado denúncia anterior envolvendo o suspeito, relacionada a comportamentos que teriam causado constrangimento e insegurança à moradora. Esses episódios passaram a integrar o conjunto de elementos avaliados no inquérito que apura o desaparecimento e a morte da corretora.

O caso segue sob investigação e deve avançar com novas oitivas, perícias e análises técnicas. A Polícia Civil reforça que todas as informações serão apresentadas de forma oficial à medida que o inquérito evoluir. Enquanto isso, familiares e amigos de Daiane aguardam por respostas e justiça, em meio a um cenário que abalou a comunidade local e gerou ampla repercussão nas redes sociais e na imprensa.

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