Mulher atingida por raio durante ato de Nikolas Ferreira revela que não ficou preocupada

Eram 10h30 do último domingo, sob chuva intensa em Brasília, quando a caminhada que acompanhava o deputado federal Nikolas Ferreira começou a se concentrar na praça do Cruzeiro. Entre os presentes estavam duas amigas que viajaram juntas do interior de São Paulo movidas por convicções políticas e pelo desejo de participar de um ato que consideravam significativo. O que era para ser um momento de mobilização acabou marcado por um episódio inesperado, que mobilizou equipes de emergência e deixou dezenas de pessoas feridas.
Lúcia Helena Canhada Lopes, de 68 anos, e Maria Eli Silva, de 58, foram atingidas por uma descarga elétrica durante o evento. No total, 89 pessoas precisaram de atendimento médico, e 47 foram levadas para unidades de pronto-atendimento do Distrito Federal. Maria Eli segue internada na UTI do Hospital Santa Marta, em Taguatinga, enquanto Lúcia recebeu atendimento e teve alta. O estado de saúde da paciente internada inspira cuidados, mas há sinais de melhora clínica, segundo relatos da amiga.
A decisão de viajar até Brasília surgiu dias antes, quando Maria Eli enviou a Lúcia um vídeo do deputado nas redes sociais. As duas se conhecem há cerca de quatro décadas e costumam viajar juntas pelo país. Lúcia, que estava em Olímpia, no interior paulista, incentivou a ida dizendo que, na fase da vida em que se encontram, não valia a pena adiar vontades. A conversa selou o plano que, para elas, representava mais do que uma simples viagem.
Maria Eli havia comemorado recentemente o aniversário com os filhos em Jacareí e, logo depois, seguiu para Olímpia, onde encontrou a amiga. De lá, partiram de carro rumo à capital federal. Durante o trajeto, decidiram registrar a viagem em uma rede social criada especialmente para a ocasião e colocaram uma bandeira do Brasil no veículo, com uma mensagem de apoio político. O cansaço levou a uma parada em Cristalina, em Goiás, antes da chegada a Brasília no sábado.
No domingo pela manhã, já na praça do Cruzeiro, Lúcia relata ter ouvido um estrondo forte e perdido a consciência por alguns instantes. Ao despertar, ainda no local, contou ter imaginado que se tratava de um atentado. Em meio à movimentação, viu pessoas prestando socorro a Maria Eli, que foi levada para debaixo de uma tenda. A amiga apresentava dores intensas pelo corpo e sofreu queimaduras no pescoço e em parte do seio, sendo encaminhada de ambulância para o Hospital Regional da Asa Norte e, depois, transferida para a rede privada.
Mesmo diante da gravidade do ocorrido, Lúcia afirma que a motivação da viagem estava ligada às pautas defendidas por Nikolas Ferreira, a quem descreve como uma pessoa honesta. Ela diz acreditar que o país precisa de representantes que utilizem os recursos públicos de forma responsável e não esconde críticas ao governo do presidente Lula. Para Lúcia, o engajamento político é resultado de uma construção pessoal que vai além de um único momento ou liderança. “Se eu tivesse morrido não teria problema, a causa é justa”, diz mulher atingida por raio em ato de Nikolas
O sentimento de patriotismo, segundo ela, é antigo. Em 2017, percorreu o Caminho de Santiago de Compostela por 33 dias levando a bandeira do Brasil. O vínculo com o país também se reflete em objetos do dia a dia, como acessórios nas cores verde e amarelo. Embora se identifique com a direita e reconheça a influência do ex-presidente Jair Bolsonaro em sua trajetória política, Lúcia afirma manter postura crítica, defendendo que o voto deve ser guiado pelo trabalho e pelas ações de cada figura pública, e não apenas pela afinidade ideológica.



