Filha tira a vida da mãe por não gostar de penteado no cabelo da neta

Uma ocorrência registrada na Região Metropolitana de Goiânia está gerando grande comoção e mobilizando as autoridades policiais. Uma mulher de 34 anos foi presa suspeita de envolvimento na morte da própria mãe, de 62 anos, em Guapó. O caso veio à tona após a Polícia Civil confirmar que o episódio ocorreu na madrugada de domingo (25) e que imagens de câmeras de segurança ajudaram a esclarecer a dinâmica dos fatos.
De acordo com as investigações, a suspeita teria chegado à residência da mãe por volta das 3h da manhã e deixado o local pouco depois das 5h, acompanhada da filha de apenas 5 anos. As imagens mostram a mulher saindo da casa sob chuva, caminhando com dificuldade. A presença da criança no momento do ocorrido chamou a atenção dos investigadores e reforçou a gravidade da situação, já que ela pode ter presenciado parte do episódio.
O delegado responsável pelo caso informou que já havia um histórico de conflitos familiares. A vítima, segundo a polícia, chegou a solicitar medida protetiva contra a filha em outro momento, embora depois tenha tentado revogar a decisão na Justiça. Esse histórico de desentendimentos agora faz parte do inquérito, que busca entender o contexto que levou ao desfecho trágico.
Em depoimento preliminar, a suspeita relatou que a discussão teria começado por divergências relacionadas à criação da filha. Conforme a polícia, a mulher admitiu ter agredido a mãe durante o desentendimento. As autoridades seguem analisando os detalhes para esclarecer a sequência dos acontecimentos e as circunstâncias exatas do ocorrido.
Horas após o fato, a suspeita teria entrado em contato com uma prima e relatado o que havia acontecido, afirmando que deixaria a cidade com a criança. A familiar comunicou o irmão da investigada, que foi até a residência e encontrou a vítima já sem sinais vitais, acionando imediatamente a Polícia Militar. A mulher foi localizada posteriormente em Goiânia e detida em flagrante.
Durante o interrogatório, a investigada fez declarações que, segundo os policiais, demonstram um relacionamento familiar bastante fragilizado. Essas falas, no entanto, ainda serão avaliadas dentro do conjunto de provas reunidas no inquérito. A criança foi encaminhada aos cuidados de familiares e deverá receber acompanhamento das autoridades responsáveis pela proteção de menores.
O caso agora segue sob responsabilidade da Polícia Civil, que investiga a ocorrência sob a perspectiva de violência doméstica e feminicídio. A suspeita permanece à disposição da Justiça enquanto as diligências continuam. A tragédia reacende o debate sobre conflitos familiares, saúde emocional e a importância de buscar ajuda especializada em situações de tensão doméstica antes que desentendimentos evoluam para consequências irreversíveis.



