Morre aos 64 anos ex-atleta que passou por Coritiba, Fluminense e Vasco

O futebol brasileiro amanheceu mais silencioso nesta terça-feira (27), especialmente para os torcedores do Fluminense. A notícia da morte de Carlos Alberto Araújo Prestes, o Tato, aos 64 anos, provocou uma onda de homenagens e mensagens de carinho nas redes sociais. Ídolo de uma geração vitoriosa do clube carioca, o ex-jogador marcou época vestindo a camisa tricolor e construiu uma trajetória que ultrapassou números e títulos, permanecendo viva na memória afetiva da torcida.
Revelado nacionalmente no início da década de 1980, Tato chegou ao Fluminense em 1983, aos 22 anos, e rapidamente se integrou ao elenco que entraria para a história do clube. Com personalidade em campo e forte identificação com as cores verde, branco e grená, ele se tornou peça importante de um time que vivia um de seus momentos mais marcantes. Já no ano seguinte à sua chegada, participou da campanha que culminou na conquista do Campeonato Brasileiro de 1984, um dos títulos mais celebrados pelo torcedor tricolor.
Além do feito nacional, Tato esteve presente em outras conquistas expressivas do Fluminense. O ex-atleta foi tricampeão carioca nos anos de 1983, 1984 e 1985, período em que o clube se consolidou como uma das principais forças do futebol estadual. Ao todo, disputou 236 partidas com a camisa do Fluminense e marcou 17 gols, números que ajudam a dimensionar sua importância, mas que não resumem o impacto de sua passagem pelo clube.
Em reconhecimento à sua história, o Fluminense divulgou uma nota oficial lamentando a perda do ex-jogador. No comunicado, o clube destacou não apenas os títulos e partidas disputadas, mas também a relação construída entre Tato e a instituição. A mensagem ressaltou o vínculo criado desde sua chegada, a contribuição para uma geração histórica e a marca definitiva deixada pelo atleta na trajetória do clube, além de prestar solidariedade a familiares, amigos e admiradores.
Após encerrar seu ciclo no Fluminense, Tato seguiu carreira em outros importantes clubes do futebol brasileiro. Em 1989, transferiu-se para o Vasco, onde voltou a conquistar o Campeonato Brasileiro, ampliando seu currículo de conquistas. Também teve passagens por equipes como Internacional, Sport, Santos e Coritiba, clube no qual encerrou oficialmente a carreira como jogador profissional, mantendo-se ligado ao esporte que marcou sua vida.
Nos últimos anos, o ex-atleta enfrentava um tratamento de saúde delicado. Embora a causa da morte não tenha sido oficialmente detalhada, familiares e pessoas próximas já haviam informado que Tato lutava contra um câncer de esôfago. A informação trouxe ainda mais comoção entre torcedores e colegas de profissão, que passaram a compartilhar mensagens de apoio e lembranças da convivência com o ex-jogador dentro e fora dos gramados.
A morte de Tato representa a despedida de um nome que ajudou a escrever capítulos importantes da história do Fluminense e do futebol nacional. Mais do que títulos, ele deixa um legado de dedicação, identificação com o clube e respeito à camisa que vestiu. Para os torcedores, fica a lembrança de um atleta que fez parte de uma era vencedora e que seguirá sendo citado sempre que a história tricolor for relembrada, como símbolo de um tempo especial que permanece vivo na memória do futebol brasileiro.



