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Morre a influenciadora Jéssica Daugirdas aos 35 anos; perda vira notícia internacional

O domingo (25) começou diferente para milhares de pessoas que acompanhavam diariamente a rotina de Jéssica Daugirdas. As redes sociais amanheceram em silêncio, interrompido pela confirmação de uma notícia difícil: a influenciadora faleceu aos 35 anos. O comunicado foi feito pela família em seu perfil oficial no Instagram e rapidamente se espalhou, gerando uma onda de comoção entre seguidores, amigos e pessoas que encontraram nela força para enfrentar batalhas parecidas.

Jéssica lutava contra um câncer colorretal desde 2023. Nos últimos dias, estava internada por conta de um quadro grave de sepse. A nota publicada pelos familiares trouxe palavras carregadas de afeto e fé, descrevendo-a como uma guerreira que resistiu até o fim, sempre com coragem. Não era apenas um texto de despedida, mas um retrato fiel de quem ela foi durante todo o processo.

Mais do que números, Jéssica construiu uma comunidade. Quase 100 mil pessoas acompanhavam sua jornada, não por curiosidade, mas por identificação. Desde o diagnóstico, ela decidiu transformar a própria dor em alerta. Falava abertamente sobre sintomas, exames e decisões difíceis, sempre com uma linguagem direta, sem romantizar o que estava vivendo.

Em um dos vídeos mais compartilhados, gravado no ano passado, ela contou como percebeu os primeiros sinais da doença. Prisão de ventre recorrente, sensação de evacuação incompleta e, depois, a presença de sangue ao se limpar. Algo que, num primeiro momento, ela acreditou ser apenas hemorroida. A decisão de investigar mais a fundo mudou tudo. Um exame de colonoscopia revelou um pólipo no reto baixo e, a partir dali, começou uma longa sequência de tratamentos.

Foram sessões de quimioterapia, radioterapia e cirurgias complexas. Entre elas, um procedimento experimental para preservar o útero, decisão que ela dividiu com os seguidores de forma honesta, mostrando medos e esperanças. Mesmo quando a doença apresentou recidiva, Jéssica manteve a postura firme, sem perder o tom humano que sempre marcou suas publicações.

Ao longo desse caminho, ela se tornou uma voz importante para a comunidade de ostomizados. Nunca escondeu a bolsa de ostomia. Pelo contrário: fez questão de mostrar, explicar e normalizar. Em novembro, no Dia Nacional do Ostomizado, escreveu um texto que emocionou a internet ao afirmar que a bolsa havia salvado sua vida e que ninguém é menor por causa dela. A mensagem ajudou a quebrar tabus e trouxe acolhimento a quem, muitas vezes, se sente invisível.

Nesta segunda-feira (26), a família voltou às redes para agradecer o carinho recebido. No mesmo comunicado, anunciou que o perfil de Jéssica será mantido como um memorial. Um espaço para guardar sua história, seu sorriso e tudo o que ela representou. Não como despedida definitiva, mas como continuidade da luz que ela espalhou.

Jéssica Daugirdas parte deixando um legado que vai além das redes sociais. Sua história reforça a importância do diagnóstico precoce, da escuta ao próprio corpo e, acima de tudo, da empatia. Em meio à dor, ela ensinou que compartilhar informação também é um ato de amor.

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