Após oração por chuva, temporal atinge evento de Nikolas Ferreira na Capital Federal

No último domingo, 25 de janeiro de 2026, uma manifestação política liderada pelo deputado federal Nikolas Ferreira, do PL de Minas Gerais, em Brasília, terminou de forma dramática devido a um forte temporal. O evento, que reuniu apoiadores para discutir temas conservadores e criticar o governo atual, foi marcado por discursos acalorados e uma grande presença de público. No entanto, o que começou como um ato pacífico transformou-se em caos quando chuvas intensas, acompanhadas de trovoadas e raios, atingiram a área próxima à Praça do Cruzeiro e ao Memorial JK, dispersando a multidão e causando incidentes.
Dias antes, na sexta-feira, 23 de janeiro, a influenciadora digital conhecida como Irmã Mônica, uma figura proeminente nas redes sociais por seu posicionamento à esquerda e apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, publicou um vídeo que ganharia notoriedade. Nele, vestida com uma bandeira do Brasil, ela realizava uma oração pedindo a intervenção divina para enviar “chuva com trovão” e atrapalhar a mobilização organizada por Ferreira. A postagem, inicialmente vista como uma provocação simbólica, circulou em plataformas como X e Instagram, dividindo opiniões entre apoiadores e críticos.
A manifestação de Nikolas Ferreira fazia parte de uma série de eventos oposicionistas, com foco em pautas como liberdade de expressão, valores tradicionais e críticas à administração petista. O deputado, conhecido por sua retórica combativa e presença forte nas redes, atraiu milhares de participantes, incluindo figuras políticas e influenciadores conservadores. O ato culminava em Brasília após uma caminhada, simbolizando unidade contra o que eles consideram políticas progressistas excessivas, mas o clima imprevisível alterou completamente o desfecho planejado.
Quando o temporal se abateu sobre o local, relatos indicam que dezenas de pessoas foram afetadas, com números variando entre 33 e 72 atendimentos médicos, incluindo casos graves, embora sem confirmações de óbitos. Um raio atingiu diretamente a área, causando pânico e forçando a evacuação imediata. Equipes de emergência, como bombeiros e serviços de saúde, foram acionadas rapidamente, destacando a imprevisibilidade de eventos ao ar livre em uma cidade conhecida por variações climáticas abruptas durante o verão.
A coincidência temporal entre a oração de Irmã Mônica e o incidente climático impulsionou a viralização do vídeo original, que voltou a circular com força nas redes sociais. Memes, comentários irônicos e acusações de “profecia cumprida” proliferaram, transformando o episódio em um fenômeno cultural. Para alguns, era uma prova de ironia divina; para outros, mera coincidência explorada para fins políticos, ilustrando como eventos naturais podem ser reinterpretados em narrativas partidárias.
O episódio gerou debates acirrados sobre a politização da fé e do clima, com defensores de Mônica argumentando que sua oração era uma forma de expressão pacífica e simbólica, enquanto opositores a acusavam de incitar divisões ou até de celebrar o sofrimento alheio. Figuras públicas de ambos os lados se manifestaram, ampliando o alcance do tema e destacando as tensões ideológicas no Brasil contemporâneo, onde redes sociais amplificam controvérsias rapidamente.
Por fim, esse incidente serve como lembrete das interseções entre política, religião e fenômenos naturais, reforçando a necessidade de cautela em interpretações causais. Enquanto a manifestação de Ferreira foi interrompida, o debate online continua, refletindo um país polarizado onde até o tempo pode se tornar ferramenta retórica, convidando a uma reflexão mais ampla sobre o discurso público e suas consequências inesperadas.



