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Viúva de paciente da UTI desabafa em entrevista e fala gera comoção

A entrevista concedida por Denilza da Costa Freire, viúva do carteiro Marcos Raymundo Fernandes Moreira, trouxe novos contornos emocionais a um caso que já vinha causando grande repercussão no Distrito Federal. Em conversa com o programa Fantástico, ela falou pela primeira vez sobre a perda do marido, que estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Anchieta, em Taguatinga. Visivelmente abalada, Denilza descreveu a dor e a incredulidade diante do que aconteceu, ressaltando que jamais imaginou enfrentar uma situação como essa.

Marcos tinha 33 anos e estava hospitalizado quando seu estado de saúde apresentou piora repentina. O falecimento ocorreu em circunstâncias que ainda são investigadas pela Polícia Civil do Distrito Federal. A família afirma que, até então, não havia qualquer indicativo de que o quadro clínico evoluiria de forma tão rápida. O caso chamou atenção não apenas pela idade da vítima, mas também pelos indícios de que outros pacientes teriam passado por situações semelhantes na mesma unidade hospitalar.

As investigações apontam para a possibilidade de aplicação irregular de substâncias em pacientes internados na UTI. Segundo informações apuradas, os investigadores identificaram padrões semelhantes nos relatos médicos que antecederam as mortes de três pacientes, incluindo Marcos. Todos teriam apresentado alterações súbitas em seus quadros clínicos, o que levantou suspeitas e motivou a abertura de um inquérito detalhado.

Além de Marcos, outras duas pessoas também tiveram seus casos incluídos na apuração: Miranilde Pereira da Silva, de 75 anos, e João Clemente Pereira, de 63. As mortes ocorreram em datas diferentes, mas a semelhança nas circunstâncias chamou a atenção das autoridades. Mesmo com perfis de saúde distintos, os registros médicos apontam mudanças clínicas inesperadas pouco antes do desfecho, o que reforçou a necessidade de investigação aprofundada.

Entre os suspeitos estão três profissionais de enfermagem que atuavam na unidade. De acordo com a linha de apuração, há indícios de que procedimentos fora dos protocolos teriam sido realizados. A polícia trabalha para entender a dinâmica dos fatos e verificar se houve falhas na supervisão e nos controles internos do hospital. Os investigados têm direito à ampla defesa, e o caso segue em fase de coleta de depoimentos e análise técnica de prontuários e laudos.

A repercussão do caso gerou comoção e reacendeu debates sobre segurança hospitalar e fiscalização de rotinas médicas. Especialistas destacam que ambientes de UTI exigem protocolos rigorosos, registros precisos e monitoramento constante. A investigação também busca esclarecer se houve negligência institucional ou se os fatos se limitaram à conduta individual dos profissionais envolvidos.

Enquanto isso, a dor da família de Marcos permanece presente. Denilza relatou que busca respostas e espera que a verdade venha à tona para que situações semelhantes não se repitam. O caso segue sendo acompanhado de perto pelas autoridades e pela sociedade, que aguarda os desdobramentos oficiais. A expectativa é que a apuração traga esclarecimentos, respeitando o devido processo legal e a memória das vítimas.

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