Notícias

Manaus: Tragédia familiar deixa menino de 3 anos sem vida e pai foragido

Na noite de quinta-feira, 22 de janeiro de 2026, uma discussão familiar terminou em uma das cenas mais tristes já registradas no bairro Cidade de Deus, zona norte de Manaus. Fernando Batista de Melo, de 48 anos, é apontado pela polícia como o responsável pela morte de seu próprio filho, uma criança de apenas três anos. O episódio ocorreu dentro de uma kitnet na rua São Marçal e deixou a comunidade em estado de choque. O que começou como um desentendimento entre o casal rapidamente se transformou em uma perda irreparável, destacando os limites da dor e da impulsividade em momentos de conflito emocional.

Segundo as primeiras informações da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), a briga teve início entre Melo e a mãe da criança. Em meio ao confronto, motivado por ciúmes e pela dificuldade em aceitar o fim do relacionamento, o homem levou o menino para o banheiro da residência e se trancou com ele. No espaço restrito, ocorreram ações que resultaram em lesões graves na criança, levando à sua morte ainda no local. Quando a equipe médica chegou, já não havia mais o que fazer. O pequeno, que completaria quatro anos em outubro deste ano, foi levado para perícia, enquanto a família tentava lidar com o luto repentino e avassalador.

A mãe da vítima, profundamente abalada, relatou aos policiais que o pai da criança agiu em um momento de intensa raiva. Investigadores apontam que o ato pode ter sido uma forma de retaliação emocional contra a companheira. O homem fugiu logo após o ocorrido, deixando para trás uma cena de desespero. Até a manhã desta sexta-feira, 23 de janeiro, as buscas por Fernando Batista de Melo continuam intensas na zona norte e em regiões vizinhas da capital amazonense. A polícia divulgou fotos e características do suspeito, pedindo a colaboração da população para localizá-lo o mais rápido possível.

A comunidade do Cidade de Deus reagiu com comoção e solidariedade. Vizinhos que conheciam a família relataram que o menino era uma criança alegre, sempre brincando pelas ruas do bairro e trazendo sorrisos para quem o via. A notícia se espalhou rapidamente, gerando correntes de apoio à mãe e pedidos por justiça nas redes sociais. Grupos de moradores organizaram vigílias espontâneas e conversas sobre a importância de proteger as crianças em situações de conflito familiar, reforçando a necessidade de redes de apoio mais fortes em momentos de crise.

O caso reacende o debate sobre violência doméstica e os sinais de alerta que muitas vezes passam despercebidos. Especialistas lembram que discussões frequentes, ciúmes excessivos e dificuldade em lidar com separações podem evoluir para situações extremas se não houver intervenção. Em regiões urbanas densas como Manaus, onde o estresse do dia a dia se soma a desafios socioeconômicos, programas de conscientização, mediação familiar e apoio psicológico ganham ainda mais relevância. Organizações locais e conselhos tutelares reforçam que a prevenção começa com diálogo e com a coragem de pedir ajuda antes que seja tarde.

Enquanto as buscas pelo suspeito prosseguem, a mãe da criança recebe acompanhamento psicológico para enfrentar o luto. Familiares e amigos se mobilizaram para oferecer suporte emocional e prático nesse momento tão difícil. A perda de uma criança tão pequena toca profundamente quem acompanha a história, servindo como um lembrete doloroso da fragilidade da vida e da responsabilidade de todos em proteger os mais vulneráveis.

A investigação segue em ritmo acelerado, com a expectativa de que a justiça seja feita e que lições sejam tiradas desse episódio trágico. A comunidade de Manaus, unida na dor, espera por respostas e por um futuro em que casos como esse não se repitam. Histórias como essa nos convidam a refletir sobre empatia, paciência e o valor inestimável da vida de uma criança.

CONTINUAR LENDO →
Mostrar mais

LEIA TAMBÉM: