Equipes encerram buscas em rio por crianças desaparecidas em Bacabal

As buscas aquáticas e subaquáticas pelas crianças Ághata Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, no Rio Mearim, em Bacabal (MA), foram encerradas na noite desta terça-feira (22/1), sem que nenhum vestígio fosse localizado. Cães farejadores conseguiram seguir o rastro das crianças até as margens do rio, mas não encontraram sinais concretos que confirmassem sua presença.
Segundo o capitão Simões, da Marinha do Brasil, a operação cobriu cerca de 19 quilômetros do rio, sendo cinco quilômetros inspecionados de forma minuciosa. Foram identificados 11 pontos de interesse, que receberam atenção especial dos mergulhadores do Corpo de Bombeiros. Apesar do esforço intenso, nenhum vestígio foi encontrado, esgotando as possibilidades na área fluvial analisada.
O coronel Duque, do Exército Brasileiro, afirmou que aproximadamente 200 quilômetros de mata e áreas de difícil acesso já foram percorridos pelas equipes terrestres. A ausência de sinais reforça a hipótese de que as crianças possam ter se deslocado para outro local ou estarem escondidas em áreas ainda não monitoradas.
Desde o início do desaparecimento, centenas de pessoas participaram das operações, incluindo militares da Marinha e do Exército, Corpo de Bombeiros, policiais civis e voluntários. Drones e equipamentos de inteligência foram usados para ampliar a capacidade de rastreamento, sobretudo em regiões de difícil acesso.
Apesar do encerramento das buscas no rio, o caso permanece em investigação. Agora, o foco é a apuração de novas hipóteses, como sequestro ou ataque de animais silvestres. Policiais e equipes de resgate seguem mobilizados, monitorando o município e analisando todas as informações que surgirem.
O prefeito de Bacabal, Roberto Costa (MDB), destacou que a ausência de vestígios não diminui a esperança de encontrar as crianças com vida. Ele ressaltou que nenhuma linha de investigação está descartada e que novas estratégias poderão ser adotadas caso surjam pistas sobre a localização dos irmãos.
A coordenação entre diferentes forças de segurança foi essencial para o andamento das operações. Marinha, Exército, Corpo de Bombeiros e Polícia Militar atuaram de forma integrada, compartilhando informações em tempo real e analisando os dados obtidos pelos cães farejadores, drones e equipamentos especializados.
As autoridades reforçam que qualquer informação relevante deve ser comunicada imediatamente aos órgãos competentes. Enquanto isso, a investigação seguirá intensa, com análise de todas as linhas possíveis e medidas preventivas para garantir a integridade das crianças até que sejam localizadas.
A população local e os familiares permanecem em alerta e esperançosos. A mobilização demonstra o esforço conjunto entre órgãos de segurança, voluntários e comunidade, em busca de soluções que possam levar ao reencontro seguro das crianças desaparecidas.



