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Bacabal: mãe e padrasto das crianças agora são suspeitos

As buscas por Ágatha Isabelly, de apenas 6 anos, e Allan Michael, de 4, chegaram ao 19º dia nesta quinta-feira (22) e seguem mobilizando Bacabal, no interior do Maranhão. O clima na cidade é de apreensão, mas também de esperança. Desde o início da operação, uma força-tarefa robusta foi montada, reunindo Corpo de Bombeiros, Exército e Marinha, que atuam de forma integrada em regiões de mata fechada e em trechos de rios próximos à área onde as crianças teriam sido vistas pela última vez.

Quem acompanha de perto percebe que o trabalho é minucioso. As equipes avançam lentamente, revisando pontos já verificados e ampliando o raio das buscas. Em Bacabal, moradores relatam que nunca haviam presenciado uma mobilização desse porte. Barcos percorrem os rios desde as primeiras horas do dia, enquanto grupos especializados caminham por trilhas e áreas de difícil acesso. Cada detalhe é observado com cuidado, numa corrida contra o tempo que exige resistência física e emocional dos envolvidos.

Paralelamente ao trabalho de campo, a investigação ganhou novos contornos. A Polícia Civil do Maranhão informou que a mãe e o padrasto das crianças passaram a ser tratados como suspeitos no caso. A decisão ocorreu após a análise de versões divergentes apresentadas pelo casal sobre o dia do desaparecimento, registrado em 4 de janeiro. Segundo a polícia, essas inconsistências levaram os investigadores a aprofundar a avaliação dos depoimentos. A informação foi divulgada pela TV Meio Norte, que acompanha o caso desde os primeiros dias.

Outro ponto que chamou a atenção das autoridades foi a demora para o início das buscas. Conforme apurado, os responsáveis pelas crianças teriam esperado cerca de 24 horas antes de procurar ajuda oficial, após receberem orientações de moradores da região. Esse intervalo passou a integrar o conjunto de elementos analisados pela polícia, não como prova isolada, mas como parte de um cenário que precisa ser compreendido em sua totalidade.

Diante desse contexto, a mãe e o padrasto foram convocados para novas oitivas. A Polícia Civil deixou claro que o conteúdo dos depoimentos não será divulgado neste momento, justamente para preservar o andamento do inquérito. Investigadores reforçam que nenhuma linha está descartada e que todas as hipóteses seguem em avaliação. O objetivo, segundo a corporação, é esclarecer os fatos com responsabilidade e evitar conclusões precipitadas.

Enquanto isso, a rotina em Bacabal segue marcada pela expectativa. Nas redes sociais, moradores compartilham mensagens de apoio e pedidos por informações que possam ajudar nas buscas. Voluntários também se mobilizam, oferecendo suporte logístico e ajudando na divulgação de imagens das crianças. É um esforço coletivo que ultrapassa fronteiras locais e chama a atenção de pessoas de outras cidades e estados.

O caso de Ágatha e Allan continua sendo tratado como prioridade pelas autoridades. A ampliação das áreas de busca e a integração entre os órgãos de segurança demonstram a seriedade da operação. Em meio às incertezas, a população aguarda por respostas, mantendo a confiança de que o trabalho conjunto possa trazer esclarecimentos e, principalmente, um desfecho que traga alívio às famílias e à comunidade.

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