Morre a jornalista Sueli Campos, aos 64 anos, em SP; causa deixa o Brasil em lágrimas

A jornalista Sueli Campo, referência em coberturas no Brasil, morreu nesta terça-feira, 20 de janeiro, aos 64 anos, em São Paulo. A notícia gerou comoção entre colegas de profissão e profissionais da comunicação que acompanharam sua trajetória sólida e discreta ao longo de décadas dedicadas ao jornalismo econômico. O velório e o sepultamento estão marcados para quinta-feira, 22 de janeiro, a partir das 9h, no Memorial Parque Jaraguá, na capital paulista. Sueli deixa o marido, Toni Tavares, e a filha, Marina Tavares, além de um legado reconhecido por rigor, ética e profundo conhecimento técnico.
Natural de Vitória, no Espírito Santo, Sueli construiu praticamente toda a sua carreira em São Paulo, cidade onde viveu por quase 40 anos e se consolidou como uma das vozes mais respeitadas na cobertura de temas ligados à economia, ao mercado financeiro e à infraestrutura. Sua formação acadêmica incluiu um MBA em Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA), etapa que contribuiu para fortalecer uma atuação jornalística marcada por precisão, análise aprofundada e compromisso com a informação de qualidade.
Ao longo de sua trajetória profissional, Sueli Campo passou por algumas das principais redações do país. Foi editora da sucursal paulista do jornal O Globo, posição estratégica em um dos maiores veículos de comunicação do Brasil, e ocupou função semelhante na Agência Estado, onde também deixou sua marca pela condução cuidadosa de pautas complexas. Antes disso, atuou como repórter de economia e finanças no Estadão, período em que participou da cobertura de temas decisivos para o entendimento do cenário econômico nacional.
Reconhecida pela postura serena e pelo domínio técnico dos assuntos que cobria, Sueli era frequentemente lembrada por colegas como uma profissional que unia clareza, responsabilidade e sensibilidade editorial. Sua capacidade de traduzir dados econômicos e informações financeiras para o público em geral fez com que se tornasse uma referência não apenas dentro das redações, mas também entre fontes, analistas e especialistas do setor.
Nos últimos anos, Sueli Campo estava à frente do núcleo de Finanças e Infraestrutura da SP4 Corporativa, ao lado de Odete Pacheco. Na empresa, seguiu atuando de forma estratégica, contribuindo para a produção de conteúdos especializados voltados ao ambiente corporativo e institucional. Mesmo fora das grandes redações tradicionais, manteve o compromisso com a qualidade jornalística e com a apuração cuidadosa, características que sempre marcaram sua carreira.
A notícia de sua morte mobilizou manifestações de pesar de jornalistas, executivos da comunicação e profissionais do mercado que conviveram com Sueli ao longo dos anos. Muitos destacaram sua postura ética, a generosidade no ambiente de trabalho e a disposição constante para compartilhar conhecimento com colegas mais jovens. Para além dos cargos ocupados, Sueli deixa a lembrança de uma profissional que acreditava no papel do jornalismo como ferramenta essencial para a compreensão da realidade econômica do país.
A despedida de Sueli Campo representa uma perda significativa para o jornalismo brasileiro, especialmente para a editoria de economia, área que exige preparo técnico, responsabilidade e constante atualização. Sua trajetória permanece como exemplo de dedicação à profissão e de respeito ao leitor. Em um momento de rápidas transformações na comunicação, o legado deixado por Sueli reforça a importância do jornalismo comprometido com a informação precisa, contextualizada e relevante para a sociedade.



