Após alta hospitalar, primo se junta às buscas por crianças desaparecidas

O caso do desaparecimento de duas crianças em Bacabal, no interior do Maranhão, ganhou novos desdobramentos nesta semana e voltou a mobilizar autoridades e moradores da região. Anderson Kauã, de 8 anos, que havia desaparecido junto com os primos Agatha Isabelly e Allan Michel, participou das buscas após receber alta médica nesta terça-feira. A presença do menino nas diligências foi considerada um passo importante para ajudar a esclarecer o que aconteceu nos momentos que antecederam o sumiço das crianças, ocorrido há várias semanas e ainda cercado de incertezas.
Segundo informações da Secretaria de Segurança Pública do Maranhão, Anderson Kauã deixou o hospital após passar um período sob cuidados médicos e acompanhamento psicológico. Logo após a alta, e com autorização da Justiça, ele acompanhou equipes de segurança até pontos estratégicos da região onde o trio foi visto pela última vez. A participação do menino ocorreu de forma supervisionada, respeitando protocolos voltados à proteção da criança, diante da delicadeza do caso e da repercussão que o desaparecimento provocou.
Durante o percurso, Anderson relatou aos agentes o trajeto que fez ao lado dos primos até um local conhecido como “casa caída”. Trata-se de uma construção abandonada situada a cerca de 50 metros do rio Mearim, área que já vinha sendo observada pelas equipes de busca. As informações repassadas pelo menino reforçaram a importância desse ponto específico, que passou a integrar de forma ainda mais central a estratégia das operações conduzidas pelas forças de segurança.
De acordo com o relato de Anderson Kauã, ele e os primos teriam se perdido após saírem em busca de um pé de maracujá na região. Em determinado momento, um tio percebeu a movimentação das crianças, chamou a atenção delas e pediu que retornassem para casa. No entanto, segundo o menino, o pedido não foi atendido, e os três continuaram caminhando. A partir desse ponto, os acontecimentos ainda estão sendo analisados pelas autoridades, que buscam entender com precisão o que ocorreu em seguida.
As informações fornecidas por Anderson estão sendo tratadas com cautela pelos investigadores. A Polícia Civil destaca que o depoimento de uma criança exige cuidados específicos, tanto na forma de coleta quanto na interpretação dos dados. Por isso, os relatos são confrontados com outros elementos da investigação, como análises técnicas, informações de testemunhas e o trabalho realizado por equipes especializadas que atuam na região desde o início do desaparecimento.
Paralelamente às diligências em terra, as buscas seguem concentradas em áreas consideradas estratégicas. O rio Mearim permanece como um dos principais focos das operações, com apoio de equipes especializadas e uso de equipamentos tecnológicos capazes de auxiliar na varredura do local. Além disso, áreas de mata próximas e comunidades vizinhas continuam sendo percorridas, em uma ação integrada que envolve diferentes órgãos de segurança pública.
O desaparecimento de Agatha Isabelly e Allan Michel segue sem solução, mantendo familiares e moradores em estado de expectativa. As autoridades afirmam que todas as informações recebidas, incluindo o relato de Anderson Kauã, são fundamentais para o avanço das investigações. O caso continua sendo tratado como prioridade, e a Secretaria de Segurança Pública reforça que novas atualizações serão divulgadas conforme o andamento das buscas e do inquérito, na tentativa de esclarecer os fatos e oferecer respostas à família das crianças.



