Retorno de criança e reforço da Marinha marcam buscas por desaparecidos no Maranhão

As buscas por Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, entraram na terceira semana sem respostas concretas em Bacabal, no interior do Maranhão. O desaparecimento das crianças, ocorrido no dia 4 de janeiro, segue mobilizando autoridades, familiares e a comunidade local, em uma operação que ganhou reforço da Marinha do Brasil e de diferentes forças de segurança.
Desde o registro do caso, a Polícia Civil do Maranhão coordena uma força-tarefa com apoio da Secretaria de Segurança Pública e de outros órgãos. As equipes atuam de forma contínua em diferentes frentes, reunindo informações, ouvindo testemunhas e analisando todos os dados disponíveis. Apesar dos esforços intensos, até o momento, não há pistas que indiquem o paradeiro dos irmãos.
Nesta segunda-feira (19), agentes da segurança pública estiveram em uma vila de pescadores no povoado São Raimundo, área próxima ao local onde Anderson Kauã, primo das crianças, foi encontrado com vida dias após o desaparecimento. Moradores da região foram ouvidos como parte do trabalho investigativo. Segundo as autoridades, não há, até agora, indícios que apontem envolvimento direto da comunidade local no caso.
Paralelamente às diligências, as buscas seguem concentradas em áreas de mata, no rio Mearim e em regiões próximas ao quilombo São Sebastião dos Pretos, onde as crianças moravam. O trabalho tem sido considerado desafiador devido às condições naturais da região, como a extensão da área, a baixa visibilidade em alguns pontos e a presença de obstáculos que dificultam o deslocamento das equipes.
Para ampliar a capacidade de investigação, a Marinha do Brasil passou a utilizar um equipamento subaquático conhecido como side scan sonar. A tecnologia permite o mapeamento detalhado do fundo do rio por meio de ondas sonoras, auxiliando na identificação de possíveis anomalias mesmo em águas turvas. O recurso tem sido fundamental para orientar o trabalho dos mergulhadores e tornar a operação mais precisa.
O caso ganhou ainda mais repercussão após o retorno de Wanderson Kauã, de 8 anos, que também havia desaparecido junto com os primos. O menino foi localizado com vida e ouvido pelas autoridades. Em depoimento, ele relatou ter passado por uma casa abandonada, onde teria deixado Ágatha e Allan antes de buscar ajuda. Apesar do relato, os dois irmãos continuam desaparecidos, mantendo o clima de apreensão entre familiares e moradores.
Enquanto as buscas continuam, a investigação segue em sigilo para preservar o andamento do trabalho policial. Familiares mantêm a esperança de encontrar as crianças e pedem apoio da população, reforçando a importância de qualquer informação que possa contribuir com o caso. As autoridades afirmam que as operações não serão interrompidas e que todos os recursos disponíveis seguem sendo empregados para esclarecer o desaparecimento e trazer respostas à sociedade.



