Filho de cantora de forró Tamara Silva pediu ajuda após mãe ser atacada

A cidade de Sorocaba, no interior de São Paulo, amanheceu em choque nesta semana após a confirmação da morte da cantora de forró Tamara da Silva, integrante da banda Forró Pisada Forte, e de sua amiga Giovanna Cristina Tedesco de Almeida, de 32 anos. O caso, ocorrido na madrugada de domingo (18), ganhou grande repercussão por envolver familiares próximos, testemunhas diretas e desdobramentos que mobilizaram forças de segurança de dois estados.
De acordo com informações apuradas pelas autoridades, o episódio foi presenciado por um dos filhos da cantora, um adolescente de apenas 13 anos, que estava próximo no momento em que a situação se agravou. Assustado, o garoto entrou em contato com familiares e integrantes da banda pedindo ajuda imediata. O pedido de socorro foi fundamental para acionar rapidamente a polícia e outras pessoas próximas, embora, ao chegarem ao local, as duas mulheres já estivessem sem vida.
Tamara era vocalista da banda Forró Pisada Forte e conciliava a carreira musical com o trabalho como auxiliar de logística. Ela havia encerrado um relacionamento há cerca de oito meses e era mãe de três filhos, de 13, 8 e 4 anos. Segundo relatos de amigos e familiares, o término não foi bem aceito pelo ex-companheiro, que passou a demonstrar comportamento insistente e ameaçador, inclusive direcionado a pessoas do convívio profissional da cantora.
Após o ocorrido, o suspeito deixou a cidade e foi localizado pela Polícia Militar em Extrema, Minas Gerais, a aproximadamente 190 quilômetros de Sorocaba. Ele foi detido e encaminhado a uma unidade policial. Posteriormente, as autoridades informaram que o homem foi encontrado sem vida dentro da cela, e o caso passou a ser acompanhado também pela Polícia Civil, que apura as circunstâncias do ocorrido.
A amiga de Tamara, Giovanna Cristina Tedesco de Almeida, também era bastante conhecida na cidade. Ela atuava como cozinheira, mantinha um empreendimento próprio de marmitas e trabalhava em eventos. Pessoas próximas destacam que Giovanna era uma mulher dedicada ao trabalho e muito presente na vida dos amigos, o que aumentou ainda mais a comoção em Sorocaba.
A Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) assumiu a investigação do caso, que foi registrado como feminicídio e homicídio. Durante os trabalhos iniciais, equipes do Samu e da Polícia Militar estiveram no local. Três aparelhos celulares foram apreendidos e devem auxiliar no esclarecimento da dinâmica dos fatos, além de possíveis mensagens e registros anteriores que ajudem a entender o contexto vivido pelas vítimas.
Nas redes sociais, fãs, amigos e colegas de profissão prestaram homenagens emocionadas. A banda Forró Pisada Forte divulgou uma nota lamentando a perda da vocalista e destacando sua trajetória, talento e carisma. Familiares pedem respeito neste momento de dor e reforçam a importância de discutir a proteção às mulheres e o apoio a vítimas de relacionamentos abusivos. O caso segue sob investigação, enquanto a cidade tenta lidar com a perda de duas vidas e com os impactos deixados por uma tragédia que marcou profundamente a comunidade.



