Advogada salva família de incêndio e recebe alta hospitalar 3 meses depois no PR

Depois de mais de três meses de internação, a advogada Juliane Vieira, de 28 anos, recebeu alta hospitalar nesta terça-feira (20). A informação foi confirmada pela assessoria do Hospital Universitário de Londrina, no norte do Paraná, onde ela estava internada desde outubro de 2025. A notícia trouxe alívio para familiares, amigos e para muita gente que acompanhou o caso desde os primeiros dias, quando imagens e relatos circularam pelo país.
Juliane ficou gravemente ferida ao salvar a mãe, Sueli Vieira, de 51 anos, e o primo Pietro, de apenas 4 anos, durante um incêndio no prédio onde moravam, no centro de Cascavel, no oeste do estado. O episódio aconteceu na manhã de 15 de outubro, em um apartamento localizado no 13º andar, no cruzamento das ruas Riachuelo e Londrina, no bairro Country.
Naquele dia, moradores acordaram assustados com a movimentação intensa de viaturas e equipes de resgate. O fogo teve início na cozinha do apartamento, conforme apontou o laudo da Polícia Civil, divulgado em novembro. A investigação concluiu que o incêndio não foi intencional e não houve indícios de crime. Ainda assim, o susto e as consequências marcaram profundamente todos os envolvidos.
Juliane sofreu lesões em 63% do corpo e foi encaminhada inicialmente para atendimento de emergência, sendo transferida depois para o Hospital Universitário de Londrina, que é referência no atendimento a pacientes com esse tipo de trauma. Ela permaneceu internada no Centro de Tratamento de Queimados por quase dois meses, período considerado decisivo para sua recuperação.
Em dezembro de 2025, a mãe de Juliane falou com exclusividade à RPC, afiliada da TV Globo no Paraná, e trouxe uma atualização que renovou as esperanças. Segundo Sueli, a filha começava a despertar aos poucos do coma induzido e já conseguia se comunicar com familiares, ainda que de forma limitada. A evolução foi gradual, acompanhada de perto por uma equipe multidisciplinar.
No dia 14 de janeiro deste ano, o hospital confirmou que Juliane estava consciente e respirando sem a ajuda de aparelhos. A informação foi recebida com emoção por quem acompanhava o caso desde o início. Desde então, o quadro seguia estável, o que permitiu avançar para as etapas finais do tratamento hospitalar.
As imagens que circularam nas redes sociais logo após o incêndio impressionaram pela coragem demonstrada. Juliane apareceu do lado de fora do prédio, pendurada em um suporte de ar-condicionado, tentando ajudar a retirar a mãe e o primo do apartamento tomado pela fumaça. A cena se espalhou rapidamente e gerou uma onda de solidariedade, além de reflexões sobre empatia, coragem e instinto de proteção.
Apesar da repercussão, a família sempre manteve uma postura discreta, focando na recuperação e no apoio emocional. Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre o estado de saúde atual de Juliane após a alta, nem sobre como será a rotina de cuidados a partir de agora.
A saída do hospital, no entanto, representa uma etapa importante de um processo longo e delicado. Mais do que um desfecho, é o início de uma nova fase, marcada por acompanhamento médico, fisioterapia e readaptação. Para quem acompanhou a história desde outubro, a alta simboliza não apenas uma vitória pessoal, mas também um lembrete da força que pode surgir nos momentos mais difíceis.



