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Hospital do DF se pronuncia sobre assassinatos em série dentro de UTI

O Hospital Anchieta, localizado em Taguatinga, no Distrito Federal, tornou-se recentemente o centro de uma investigação que chamou a atenção de autoridades, profissionais da saúde e da própria sociedade. A instituição se manifestou oficialmente após a confirmação de três mortes ocorridas dentro da Unidade de Terapia Intensiva (UTI), casos que passaram a ser tratados como homicídios pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF).

Segundo informações divulgadas, o próprio hospital identificou situações consideradas fora do padrão envolvendo os óbitos. A partir disso, decidiu agir. Em menos de vinte dias, foi criado um comitê interno para apuração dos fatos, uma iniciativa que, de acordo com a direção, partiu do dever ético e do compromisso com a transparência. Esse processo interno resultou na identificação de indícios que apontaram para a possível atuação de ex-técnicos de enfermagem, informações que foram encaminhadas formalmente às autoridades.

As investigações fazem parte da chamada Operação Anúbis, conduzida pela Coordenação de Repressão a Homicídios e de Proteção à Pessoa (CHPP). O nome da operação faz referência ao deus grego associado à morte, mas, na prática, o foco está em esclarecer a dinâmica dos fatos e identificar todos os envolvidos. Conforme apurado, os suspeitos teriam provocado as mortes por meio da aplicação indevida de um composto químico diretamente na veia dos pacientes, algo que ainda está sendo analisado de forma técnica e detalhada.

A primeira fase da operação ocorreu no dia 11 de janeiro de 2026, com apoio do Departamento de Polícia Especializada. Na ocasião, dois investigados foram presos temporariamente, além do cumprimento de mandados de busca e apreensão em regiões como Taguatinga, Brazlândia e Águas Lindas, no Entorno do DF. Materiais e dispositivos considerados relevantes foram recolhidos e seguem sob análise.

Já no dia 15 de janeiro, uma segunda fase da operação trouxe novos desdobramentos. Mais um mandado de prisão temporária foi cumprido, além de apreensões em Ceilândia e Samambaia. A Polícia Civil informou que as investigações continuam, com o objetivo de esclarecer se os casos ocorreram de forma isolada ou se havia um padrão de atuação dentro da unidade hospitalar.

Em nota oficial, o Hospital Anchieta ressaltou que solicitou a instauração do inquérito policial e apoiou a adoção das medidas cautelares cabíveis, inclusive as prisões dos envolvidos, que já haviam sido desligados da instituição antes das ações policiais. A unidade também destacou que entrou em contato com as famílias das vítimas, prestando esclarecimentos de maneira responsável e acolhedora.

Outro ponto enfatizado foi o segredo de justiça que envolve o caso, o que impede a divulgação de nomes ou detalhes adicionais neste momento. Segundo o hospital, essa medida é fundamental para garantir a preservação das investigações e a proteção das partes envolvidas.

Com mais de 30 anos de atuação em Brasília, o Hospital Anchieta afirmou que também se considera vítima das ações dos ex-funcionários investigados. Por fim, reforçou que segue colaborando de forma integral com as autoridades e reafirmou seu compromisso com a segurança dos pacientes, com a verdade e com a justiça, valores que, segundo a instituição, norteiam sua atuação diária.

 

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