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Caso Eliza Samudio: mãe denuncia silêncio após passaporte surgir em Lisboa

Duas semanas após a revelação de que o passaporte de Eliza Samudio foi localizado em Lisboa, a família segue vivendo um período de incerteza e expectativa. O documento, encontrado de forma inesperada em um imóvel na capital portuguesa, reacendeu lembranças dolorosas e levantou questionamentos que permanecem sem resposta oficial. Segundo relatos, o passaporte estaria sob custódia do Consulado-Geral do Brasil em Portugal, mas até o momento não houve retorno formal às pessoas mais diretamente afetadas pelo caso: os familiares da jovem.

Sônia Fátima Moura, mãe de Eliza, afirmou que não recebeu qualquer comunicação das autoridades responsáveis, nem prazos para a devolução do passaporte. O silêncio tem causado desconforto, especialmente porque a informação sobre o achado chegou primeiro à imprensa. Para a família, a ausência de esclarecimentos reforça a sensação de descaso e prolonga um sofrimento que atravessa mais de uma década, desde o desaparecimento de Eliza, em 2010.

Em declarações recentes, Sônia destacou que aguarda o envio do documento não apenas como um procedimento burocrático, mas como um gesto de respeito à memória da filha. “Assim como recebi, anos depois, alguns pertences da minha filha e fotos do Bruninho ainda bebê, espero receber o passaporte e guardá-lo comigo”, desabafou. Para ela, cada objeto relacionado a Eliza carrega um valor afetivo imensurável e representa uma forma de manter viva a lembrança da jovem.

A mãe também demonstrou tristeza ao comentar a forma como o caso volta a ser exposto publicamente. Segundo Sônia, reviver diariamente a história de Eliza é um processo doloroso, que nunca se encerra. Ela ressaltou que, por trás das manchetes e reportagens, existia uma mulher com sonhos, planos e uma trajetória interrompida de forma abrupta. Para a família, preservar essa memória vai além da curiosidade pública e exige sensibilidade.

O reaparecimento do passaporte levantou dúvidas adicionais, já que, ao longo dos anos, os familiares acreditavam que todos os pertences pessoais de Eliza haviam sido perdidos. A descoberta ocorreu no dia 5 de janeiro, quando um locatário de um imóvel em Lisboa encontrou o documento guardado em uma estante, misturado a livros e outros objetos. A origem e o percurso do passaporte até Portugal ainda não foram esclarecidos oficialmente.

O fato de o documento ter surgido fora do Brasil ampliou o debate sobre como itens pessoais de Eliza podem ter circulado ao longo dos anos sem conhecimento da família. Especialistas apontam que situações assim exigem apuração cuidadosa e comunicação clara, principalmente quando envolvem casos de grande repercussão. Para os familiares, mais do que respostas técnicas, é fundamental receber informações transparentes e humanas.

Enquanto aguarda um posicionamento das autoridades brasileiras e portuguesas, Sônia Fátima Moura afirma que segue na expectativa de receber o passaporte para mantê-lo como uma lembrança da filha. O caso reforça a importância de atenção institucional em situações sensíveis e mostra como episódios do passado continuam impactando vidas no presente. Para a família de Eliza Samudio, cada resposta que falta representa mais um capítulo de uma história que ainda pede respeito, cuidado e esclarecimento.

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