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Médicos perdem a vida em um restaurante de luxo em São Paulo

Em uma trágica noite de sexta-feira, 16 de janeiro de 2026, dois médicos foram assassinados a tiros por um colega de profissão em frente a um restaurante de luxo em Alphaville, bairro nobre de Barueri, na Grande São Paulo. O incidente chocou a comunidade médica e a população local, destacando tensões ocultas no ambiente profissional da saúde. As vítimas, identificadas como Luís Roberto Pellegrini Gomes e Vinicius dos Santos Oliveira, foram atingidas durante uma discussão acalorada que escalou para violência fatal.

O crime ocorreu por volta das 22h, quando os três profissionais estavam no estabelecimento e uma briga verbal se intensificou. Testemunhas relataram que o atirador, Carlos Alberto Azevedo Silva Filho, sacou uma arma e disparou múltiplas vezes contra os colegas, resultando em oito tiros em uma das vítimas e dois na outra. Guardas civis municipais que patrulhavam a área intervieram rapidamente, rendendo o suspeito no local e evitando mais vítimas.

Luís Roberto Pellegrini Gomes, de 43 anos, era um cardiologista respeitado com mais de 15 anos de experiência na área. Formado pela Universidade de São Paulo, ele atuava em hospitais públicos e privados da região metropolitana, sendo conhecido por seu trabalho em cirurgias cardíacas complexas e por palestras sobre prevenção de doenças cardiovasculares. Amigos e colegas o descreviam como dedicado e carismático, sempre disposto a mentorar jovens médicos.

Vinicius dos Santos Oliveira, aos 35 anos, era um cirurgião geral com foco em emergências traumáticas. Graduado pela Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo, ele havia construído uma carreira sólida em pronto-socorros da Grande SP, salvando inúmeras vidas em situações críticas. Pai de dois filhos pequenos, Vinicius era admirado por sua calma sob pressão e por seu envolvimento em projetos voluntários de saúde comunitária em bairros periféricos.

O atirador, Carlos Alberto Azevedo Silva Filho, de 44 anos, também médico, foi preso em flagrante e levado para a Delegacia de Barueri. Ele possuía registro legal para a arma usada no crime, uma pistola calibre .40, e não tinha antecedentes criminais prévios. A polícia investiga se o conflito surgiu de disputas profissionais, como concorrência por contratos em clínicas e hospitais, o que poderia explicar a escalada repentina da discussão.

De acordo com as autoridades, o inquérito aponta para um possível desentendimento acumulado ao longo de meses, envolvendo questões financeiras e rivalidades no setor de saúde privada. A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo confirmou que perícias balísticas e análise de câmeras de segurança estão em andamento para reconstruir os fatos, enquanto a Ordem dos Médicos do Brasil manifestou pesar e cobrou medidas para prevenir violência entre profissionais.

Os corpos das vítimas foram liberados para as famílias, e os enterros ocorreram no domingo, 18 de janeiro, em cemitérios da capital paulista, reunindo centenas de colegas, parentes e pacientes. O caso serve como alerta para as pressões no ambiente médico, onde o estresse e a competição podem levar a tragédias irreparáveis, deixando um vazio na comunidade de saúde da Grande São Paulo.

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