Morre Rafael Paganini aos 50 anos

A morte de Rafael Paganini, aos 50 anos, provocou forte comoção no meio político e administrativo do Rio Grande do Sul. Diretor executivo do Consórcio dos Municípios da Região Metropolitana de Porto Alegre (Granpal), servidor do município de Guaíba e presidente estadual do partido Solidariedade, ele faleceu no dia 9 de janeiro enquanto cumpria agenda de trabalho em São Paulo. A notícia repercutiu rapidamente entre autoridades, colegas e amigos, que destacaram sua trajetória marcada pelo diálogo, pela dedicação ao serviço público e pelo compromisso institucional.
Segundo informações confirmadas por pessoas próximas, Rafael Paganini sofreu um infarto durante a viagem à capital paulista, onde participava de compromissos profissionais. Natural de Porto Alegre, ele nasceu em 23 de abril de 1975 e construiu uma carreira sólida entre a gestão pública e a atuação política. Advogado de formação, Paganini era reconhecido por transitar com facilidade entre diferentes áreas, sempre defendendo soluções técnicas aliadas à sensibilidade social.
No serviço público municipal, Paganini atuou em Guaíba, cidade onde consolidou grande parte de sua vida profissional. Ao longo dos anos, tornou-se uma referência interna pela postura colaborativa e pela busca constante de eficiência administrativa. Mais recentemente, ocupava a direção executiva da Granpal, entidade que reúne municípios da Região Metropolitana de Porto Alegre e tem papel estratégico na articulação de políticas públicas regionais. À frente da instituição, ele trabalhou para fortalecer o diálogo entre os gestores municipais e ampliar a cooperação entre as cidades.
Paralelamente à atuação técnica, Rafael Paganini também teve papel de destaque na política partidária. Ele era presidente estadual do Solidariedade no Rio Grande do Sul, função na qual se dedicou à organização da legenda e à construção de projetos voltados ao interesse coletivo. Em nota oficial, o partido lamentou profundamente a perda e ressaltou a atuação “ética, firme e dedicada” de Paganini, destacando seu compromisso com a democracia, o respeito às diferenças e o trabalho em favor do bem público.
A Prefeitura de Guaíba também se manifestou publicamente, expressando solidariedade aos familiares e amigos. No comunicado, a administração municipal reconheceu a contribuição de Paganini como servidor e ressaltou sua importância para o desenvolvimento de iniciativas voltadas à melhoria da gestão pública. A manifestação de pesar reforçou o sentimento compartilhado por colegas que conviveram com ele no dia a dia profissional e acompanharam sua dedicação às funções que exerceu.
Além do reconhecimento institucional, as homenagens ganharam tom pessoal nas mensagens de amigos e pessoas próximas. O publicitário Arthur Lencina, amigo de longa data, destacou a generosidade e a lealdade que marcaram a convivência com Paganini ao longo de mais de duas décadas. Segundo ele, Rafael era alguém sempre disposto a ajudar, com grande capacidade de acolher e de construir relações baseadas na confiança. Amigos também lembraram da importância que ele atribuía à família, especialmente ao papel de pai.
Rafael Paganini deixa a esposa, Simone Paganini, os filhos Rafaelly, Bruno e Pedro, além de familiares e uma ampla rede de amigos e colegas. Sua partida representa uma perda significativa para a administração pública e para o cenário político gaúcho. Mais do que os cargos que ocupou, Paganini deixa um legado associado ao diálogo, à dedicação e à construção coletiva, características que seguem sendo lembradas por aqueles que compartilharam sua trajetória e acompanharam seu trabalho ao longo dos anos.



