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Morador alerta sobre possibilidade de sucuri ter pegado crianças

No início de janeiro de 2026, a tranquilidade da zona rural de Bacabal, no Maranhão, foi abalada pelo desaparecimento de duas crianças: Ágata Isabele, de 6 anos, e Alan Michel, de 4 anos. Elas sumiram enquanto brincavam com o primo Anderson Kauan, de 8 anos, em uma área próxima à residência da família. O caso rapidamente mobilizou a comunidade local e as autoridades, transformando-se em um dos episódios mais angustiante da região nos últimos tempos.

Dias após o sumiço, Anderson Kauan foi encontrado com vida, embora visivelmente desnutrido e debilitado. Segundo relatos, o menino afirmou que os três se perderam na mata densa após se afastarem demais durante as brincadeiras. Sua localização trouxe um fio de esperança, mas também intensificou a urgência das buscas pelas duas crianças menores, que permaneciam desaparecidas.

As operações de resgate envolveram equipes do Corpo de Bombeiros, policiais, voluntários e até cães farejadores. A área de busca abrange matas fechadas, rios e lagoas alagadas, características típicas do ambiente rural maranhense nessa época do ano, marcada por chuvas intensas. Apesar do esforço concentrado, os primeiros dias de varredura não trouxeram resultados concretos.

Um elemento que ganhou repercussão foi o alerta feito por um morador da região. Em um áudio que circulou amplamente pelas redes sociais e grupos locais, ele destacou a presença frequente de sucuris de grande porte nos corpos d’água próximos. O morador sugeriu que as equipes direcionassem atenção especial aos lagos e rios, levantando a possibilidade de que as crianças pudessem ter sido vítimas de um ataque desses animais.

A hipótese, embora sem qualquer evidência concreta até o momento, motivou a inclusão de mergulhadores nas buscas. Nos dias seguintes, as equipes passaram a priorizar a inspeção subaquática de lagoas e trechos alagados, ampliando o alcance das operações. O alerta do morador, mesmo sendo uma especulação baseada no conhecimento local do ecossistema, influenciou diretamente a estratégia adotada pelas autoridades.

Paralelamente, outras linhas de investigação são mantidas abertas. A possibilidade de sequestro, acidente comum na mata ou mesmo que as crianças ainda estejam perdidas em áreas de difícil acesso não foi descartada. Familiares e investigadores continuam analisando todos os cenários possíveis, sem privilegiar exclusivamente a ideia de ataque animal.

Mais de dez dias após o desaparecimento, as buscas prosseguem sem interrupção. A comunidade de Bacabal permanece mobilizada, e a angústia das famílias afetadas reflete o impacto profundo que o caso causou na região. Até o momento, o mistério sobre o paradeiro de Ágata Isabele e Alan Michel segue sem resolução, mantendo viva a esperança de um desfecho positivo.

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