“Médium declara que Eliza Samudio ainda busca justiça e energia permanece ativa”

Uma nova carta psicografada atribuída a Eliza Samudio voltou a movimentar as redes sociais e reacendeu um dos casos mais discutidos da crônica policial brasileira. A suposta mensagem foi divulgada pela sensitiva Chaline Grazik, conhecida por publicar conteúdos espirituais e interpretações mediúnicas em seu canal no YouTube, o Videntessa, onde reúne milhares de seguidores. A divulgação rapidamente viralizou e se tornou tema central de comentários, debates e reações em diferentes plataformas, trazendo novamente à tona uma história que, mesmo após mais de uma década, ainda desperta grande comoção pública.
Segundo Chaline, a mensagem seria uma comunicação espiritual enviada por Eliza, que desapareceu em 2010 e foi oficialmente declarada morta no mesmo ano. No conteúdo apresentado pela sensitiva, a carta carrega um tom de sofrimento, pedido por justiça e reflexões sobre o que teria acontecido com ela. Um dos pontos que mais chamaram atenção do público é a alegação relacionada ao paradeiro de seus restos mortais, que até hoje nunca foram encontrados pelas autoridades responsáveis pelo caso. O aspecto espiritual combinado à ausência de respostas concretas reacendeu sentimentos de indignação, empatia e curiosidade entre internautas.
A carta psicografada também aborda a sensação de injustiça e descreve que Eliza teria sido surpreendida pelos acontecimentos, acreditando estar vivendo uma fase tranquila, descrita como um “mar de rosas”. A mensagem sugere que ela não percebeu os riscos que corria e reforça que não teria tido qualquer responsabilidade pelos desdobramentos que resultaram em sua morte. Esse tipo de narrativa emocional, apresentado de forma mística, costuma ganhar força nas redes sociais porque conecta elementos de dor, mistério e espiritualidade — componentes que atraem grande audiência e geram discussões intensas.
Outro trecho que ganhou destaque se refere a possíveis informações sobre o corpo da modelo. A carta sustenta que seus restos “ainda estão lá”, dando a entender que o local onde teria sido deixado não foi totalmente esclarecido. Essa alegação volta a movimentar antigas especulações sobre falhas na investigação ou sobre a possibilidade de novas buscas. Embora não haja confirmação oficial que sustente essas informações, o simples fato de serem mencionadas em um conteúdo viral contribui para reacender teorias e debates que há anos circulam entre o público.
A narrativa também menciona um sofrimento espiritual contínuo, afirmando que Eliza ainda não teria encontrado paz, e pede ajuda para alcançar “luz”. Essa abordagem reforça o caráter emocional do relato, dando à mensagem um tom mais íntimo e sensível. A ideia de que a vítima busca amparo espiritual cria uma conexão direta com os sentimentos do público, especialmente entre pessoas que acompanham casos sobre crimes sem resolução total ou que acreditam em manifestações mediúnicas como forma de explicação para acontecimentos não esclarecidos.
O suposto recado espiritual também cita o filho de Eliza, Bruninho, apontando que o adolescente ainda não conhece toda a verdade sobre o que aconteceu com a mãe. Na carta, há demonstrações de carinho e preocupação, além de afirmações de que ele deveria crescer sabendo que a mãe não teve culpa pelo que viveu. A mensagem também cita sonhos interrompidos e planos que nunca puderam ser realizados, reforçando o impacto emocional que ainda gira em torno da história. Esse apelo envolvendo a figura do filho tende a sensibilizar o público, já que o menino se tornou símbolo de uma história trágica e de um caso que permanece cercado de dúvidas.
Passados 16 anos dos acontecimentos, o caso Eliza Samudio continua entre os mais marcantes e debatidos do país. O ex-goleiro Bruno Fernandes foi condenado como mandante, e outros envolvidos também foram julgados, mas a ausência do corpo ainda representa um ponto sensível para familiares, especialistas e autoridades. Com a divulgação da suposta carta mediúnica, muitas pessoas retomaram o debate sobre o caso, enquanto outras questionam a ética de atribuir mensagens espirituais a vítimas de grande repercussão pública. Enquanto não surgem novas informações oficiais, o mistério permanece, alimentando teorias, discussões emocionadas e a sensação de que ainda existem perguntas sem resposta.



