Em novo vídeo, mãe de crianças desaparecidas em Bacabal faz novo relato

No dia 4 de janeiro de 2026, as vidas de uma família e de uma comunidade inteira em Bacabal, no Maranhão, mudaram para sempre. Ágatha Isabelle, de apenas 6 anos, e seu irmão Allan Michael, de 4, desapareceram enquanto brincavam próximas a uma área de mata no Quilombo São Sebastião dos Pretos. O que parecia uma tarde comum transformou-se em um pesadelo que já dura mais de dez dias, sem qualquer pista concreta sobre o paradeiro das crianças.
As duas crianças foram vistas pela última vez vestindo roupas simples, típicas de uma brincadeira inocente no quintal de casa. Ágatha, com seus cabelos cacheados e sorriso fácil, e Allan, ainda menor e dependente da irmã mais velha, afastaram-se poucos metros da residência. A proximidade da mata densa, comum na região, levantou imediatamente a hipótese de que poderiam ter se perdido, mas as buscas exaustivas realizadas até agora não encontraram vestígios que confirmem essa possibilidade.
Clarice Cardoso, mãe das crianças, vive um sofrimento indizível desde o sumiço dos filhos. Em vídeos recentes divulgados nas redes sociais e na imprensa local, ela aparece visivelmente abatida, com o olhar distante e a voz embargada. “Estou sofrendo muito”, desabafa, pedindo orações e suplicando que, se alguém souber de algo, devolva seus filhos. A dor de uma mãe que não come, mal dorme e depende de medicamentos para controlar a ansiedade tem comovido milhares de pessoas em todo o país.
As buscas mobilizam forças policiais de vários estados, além de bombeiros, voluntários e equipes especializadas. Cães farejadores, drones e mergulhadores foram empregados na varredura de rios, lagoas e áreas de mata fechada ao redor do quilombo. Apesar do esforço contínuo e da ampliação constante do perímetro de atuação, nenhum sinal das crianças foi encontrado, o que aumenta a angústia de todos os envolvidos.
A comunidade de Bacabal, especialmente os moradores do Quilombo São Sebastião dos Pretos, está unida em solidariedade. Vizinhos, parentes e desconhecidos se revezam nas buscas e organizam vigílias e campanhas de conscientização. Cartazes com as fotos das crianças foram espalhados pela cidade e compartilhados massivamente nas redes sociais, transformando um drama local em uma causa nacional que sensibiliza pessoas de norte a sul do Brasil.
As autoridades mantêm o caso como prioridade absoluta, investigando todas as linhas possíveis, desde acidente até eventual envolvimento de terceiros. A ausência de pistas concretas, porém, torna o trabalho ainda mais desafiador. Enquanto isso, a família tenta manter a esperança, apoiada nas mensagens de apoio que chegam de todos os cantos.
Doze dias após o desaparecimento, a incerteza permanece cruel. Ágatha e Allan continuam sendo procurados incansavelmente, e o apelo da mãe ecoa como um grito silencioso por justiça e reencontro. A sociedade brasileira, mais uma vez, se une em torno da dor de uma família, na torcida para que esse pesadelo tenha um final feliz e as crianças retornem sãs e salvas para os braços de Clarice.



