Notícias

Menino encontrado em Bacabal faz revelação sobre o desaparecimento dos primos

Em um caso que tem mobilizado autoridades e a comunidade no Maranhão, o menino Anderson Kauan, de 8 anos, foi resgatado após dias desaparecido na zona rural de Bacabal, revelando informações cruciais sobre o paradeiro de seus primos, Ágatha Isabelle, de 5 anos, e Allan Michael, de 4 anos. O episódio, que começou como uma brincadeira inocente na mata, transformou-se em uma operação de busca intensa que entra em seu décimo dia, com mais de 600 pessoas envolvidas e uma recompensa que já ultrapassa os R$ 100 mil por pistas concretas.

Tudo começou no dia 4 de janeiro, um domingo, quando as três crianças saíram para brincar em uma área de mata no Quilombo São Sebastião dos Pretos, uma comunidade rural em Bacabal. Segundo relatos da família, elas se afastaram do local habitual e acabaram se perdendo em meio à vegetação densa. A ausência das crianças foi notada no final da tarde, desencadeando buscas imediatas por parentes e vizinhos. No entanto, o terreno irregular, com rios, lagos e áreas alagadas, complicou os esforços iniciais.

Anderson Kauan foi encontrado no dia 7 de janeiro por um carroceiro local, em estado de desidratação e sem roupas, próximo a uma estrada rural. Ele foi imediatamente levado ao Hospital Geral de Bacabal, onde recebe cuidados médicos e acompanhamento psicológico. Exames realizados descartaram qualquer sinal de violência sexual, trazendo alívio parcial à família. Em seus depoimentos iniciais, dados aos pais, à psicóloga e às autoridades, o menino contou que o grupo se abrigou em um casebre abandonado durante uma chuva forte. Ele decidiu sair em busca de ajuda, deixando os primos para trás em uma área próxima a um lago ou rio, acreditando que retornaria em breve. Essas informações direcionaram as buscas para regiões específicas, incluindo buscas aquáticas e aéreas.

As operações de resgate ganharam proporções inéditas na região. Uma força-tarefa composta por policiais militares, civis, bombeiros, Exército, drones, cães farejadores e voluntários da comunidade vasculha incansavelmente a mata. O prefeito de Bacabal anunciou uma recompensa inicial de R$ 20 mil, que foi elevada para mais de R$ 100 mil com contribuições de empresários e cidadãos solidários. Equipes especializadas em sobrevivência em ambientes hostis foram acionadas, e o uso de tecnologia, como imagens de satélite e helicópteros, tem sido fundamental para cobrir áreas extensas.

A família, abalada pelo ocorrido, tem se manifestado publicamente. O padrasto das crianças negou qualquer envolvimento e expressou desespero pela falta de respostas. “A gente só quer uma resposta, quer encontrar eles”, desabafou em entrevistas recentes. Roupas encontradas na mata durante as buscas foram analisadas, mas a família negou qualquer ligação com as peças, mantendo a esperança de que os pequenos estejam vivos e aguardando resgate.

Apesar dos esforços, pistas concretas ainda são escassas. Denúncias anônimas levaram a investigações paralelas, incluindo a prisão temporária de um homem na região, mas sem conexão direta comprovada com o desaparecimento. A comunidade de Bacabal e todo o Maranhão acompanham o caso com angústia, com correntes de oração e mobilizações nas redes sociais. Especialistas alertam que o tempo é crítico em casos como esse, especialmente considerando a idade das crianças e as condições climáticas, mas a determinação das equipes mantém viva a expectativa de um desfecho positivo.

Enquanto as buscas prosseguem sem interrupção, o caso serve como lembrete da vulnerabilidade em áreas rurais e da importância da vigilância com crianças. A esperança é de que Ágatha e Allan sejam localizados em breve, reunindo a família e encerrando esse capítulo de aflição coletiva.

CONTINUAR LENDO →

LEIA TAMBÉM: