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Após a morte do tio, policiais são pegos de surpresa com a atitude de Suzane

Suzane von Richthofen, conhecida por seu envolvimento em um dos crimes mais notórios da história recente do Brasil, retornou recentemente à cena pública de forma inesperada. Após mais de duas décadas do assassinato de seus pais, ocorrido em 2002, ela reapareceu em uma delegacia de São Paulo para tratar de assuntos relacionados à morte de seu tio materno, o médico Miguel Abdala Netto, de 76 anos. Esse episódio reacendeu o interesse midiático e popular, destacando as complexidades familiares e legais que persistem em torno de sua figura.

O histórico de Suzane é marcado pelo crime chocante que a levou à condenação por duplo homicídio qualificado. Aos 18 anos, ela planejou e executou o assassinato de Manfred e Marísia von Richthofen, com a ajuda de seu então namorado e do irmão dele. Condenada a 39 anos de prisão, ela cumpriu parte da pena em regime semiaberto e, posteriormente, progrediu para o aberto, permitindo maior liberdade. Seu irmão, Andreas, também foi afetado pelo trauma, mas manteve distância pública dos holofotes.

A morte de Miguel Abdala Netto ocorreu em circunstâncias que levantaram suspeitas imediatas. Encontrado em sua residência no bairro Campo Belo, na zona sul de São Paulo, o corpo do médico estava em estado de decomposição avançada, sugerindo que o falecimento havia acontecido dias antes da descoberta. A Polícia Civil registrou o caso como morte suspeita, iniciando investigações para determinar as causas exatas, incluindo exames toxicológicos e periciais no local. Abdala Netto vivia sozinho, sem cônjuge ou filhos, o que complicou os procedimentos iniciais de identificação e liberação do corpo.

Suzane compareceu à 27ª Delegacia de Polícia, o mesmo local onde o boletim de ocorrência do assassinato de seus pais foi lavrado anos atrás. Essa coincidência surpreendeu os policiais de plantão, que não esperavam rever a figura central daquele antigo caso. Sua presença na delegacia não estava ligada ao crime passado, mas sim à necessidade de resolver pendências relacionadas ao tio. Ela buscava autorização para sepultar o corpo e se habilitar como inventariante dos bens deixados por ele, alegando ser a parente consanguínea mais próxima, ao lado de seu irmão Andreas.

Os pedidos de Suzane foram negados pela polícia, que apontou a existência de outros parentes, como uma prima de primeiro grau e uma ex-companheira do falecido. Essa recusa levou-a a recorrer ao Judiciário, ingressando com um pedido de tutela para reverter a decisão e prosseguir com os trâmites. Enquanto isso, o corpo permanece no Instituto Médico Legal (IML), aguardando liberação oficial, o que prolonga a angústia familiar e intensifica o escrutínio público sobre o caso.

O episódio também gerou reações sociais intensas, refletidas em atos como a pichação na residência do tio, com frases questionando o envolvimento de Suzane. Embora não haja indícios que a liguem diretamente à morte, o histórico dela alimenta especulações e debates éticos sobre herança e redenção. A mídia tem acompanhado de perto os desdobramentos, destacando o contraste entre sua vida atual, mais discreta, e o peso do passado que a persegue.

Esse caso ilustra as ramificações duradouras de crimes familiares, onde questões de herança se entrelaçam com investigações policiais e julgamentos públicos. Para Suzane, representa um novo capítulo em sua trajetória de reinserção social, testando os limites da justiça e da percepção coletiva. Independentemente do desfecho, o episódio reforça a necessidade de abordagens imparciais em meio a narrativas carregadas de emoção e memória coletiva.

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