Vídeo revela detalhe sobre suspeito de tirar a vida de toda a família em MG

Na manhã desta quarta-feira (7), Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira, amanheceu diferente. A cidade, acostumada à rotina típica de um grande centro do interior, foi tomada por um sentimento de incredulidade diante de um episódio que abalou profundamente moradores de diversos bairros. Um homem de 42 anos foi preso após admitir a morte de cinco pessoas da própria família, em um caso que rapidamente ganhou repercussão regional.
As vítimas pertenciam ao mesmo núcleo familiar e viviam em um lote no Bairro Santa Cecília. Entre elas estavam João Batista Fernandes de Souza, de 74 anos, pastor conhecido na cidade; Neide Fernandes de Faria Souza, de 63; as irmãs do suspeito, Mônica dos Santos Souza, de 47, e Rachel dos Santos Souza, de 42; além do pequeno Gabriel Souza Costa, de apenas cinco anos, filho de Rachel. Os corpos foram encontrados por volta das 7h30, quando um parente que morava no mesmo terreno se preparava para sair para o trabalho.
Segundo informações repassadas pelas autoridades, o suspeito teria seguido uma sequência planejada de ações. O tenente-coronel Flávio Tafúri explicou que os fatos ocorreram em momentos distintos dentro do imóvel, começando pela área externa e avançando para os cômodos da casa. João Batista, que enfrentava um tratamento contra o câncer, estava em seu quarto no momento em que foi surpreendido. A cronologia detalhada, no entanto, ainda está sendo analisada com cautela pelos investigadores.
Câmeras de segurança da região registraram imagens que chamaram a atenção dos policiais. Nelas, o homem aparece caminhando pelas ruas com uma mochila, em um comportamento que, à primeira vista, não indicava qualquer anormalidade. As gravações ajudam a Polícia Civil a reconstruir os passos do suspeito antes e depois do ocorrido, peça importante para o andamento do inquérito.
A Polícia Militar localizou o homem poucas horas depois, em seu apartamento no Bairro Santa Terezinha. Ao notar a presença das equipes, ele se entregou sem oferecer resistência e confessou a autoria. Encaminhado ao sistema prisional nesta quinta-feira (8), o suspeito apresentou versões diferentes sobre o que teria motivado suas ações. Em um primeiro momento, falou sobre dificuldades financeiras; mais tarde, mencionou conflitos antigos dentro da família.
A delegada Camila Miller, responsável pelo caso, confirmou que a prisão em flagrante foi ratificada e que a Delegacia Especializada de Homicídios já instaurou inquérito para apurar todos os detalhes. Novos depoimentos, perícias técnicas e análises complementares devem ajudar a esclarecer o que de fato levou a esse desfecho tão trágico.
A morte de João Batista teve um impacto especial na comunidade evangélica de Juiz de Fora. Pastor da Igreja do Nazareno Unidos em Cristo, ele era conhecido por seu trabalho religioso e social, sendo lembrado por mensagens de acolhimento e solidariedade. Nas redes sociais, fiéis e amigos prestaram homenagens e pediram respeito à memória das vítimas.
Em meio à comoção, a cidade tenta retomar o fôlego. O caso reacende debates sobre saúde emocional, conflitos familiares e a importância de atenção preventiva. Para muitos moradores, fica a sensação de que tragédias assim não surgem de um dia para o outro — e que compreender suas origens é essencial para evitar que histórias semelhantes se repitam.



