Comunidade evangélica lamenta morte de pastor e família; filho confessou crime

Uma tragédia abalou a comunidade de Juiz de Fora, em Minas Gerais, na manhã de 7 de janeiro de 2026, quando cinco membros de uma família foram encontrados mortos a facadas em uma residência no Bairro Santa Cecília. O pastor aposentado João Batista Fernandes Souza, de 74 anos, sua esposa Neide Fernandes de Faria Souza, de 63 anos, duas filhas adultas de 44 e 47 anos, e um neto de apenas 5 anos foram as vítimas do crime brutal. O suspeito, Jonathas dos Santos Souza, de 42 anos, filho do pastor, confessou o ato à polícia logo após ser detido.
Os corpos foram descobertos por um parente que visitava a propriedade, composta por um conjunto de casas no mesmo terreno, na Rua Rita Monteiro. Segundo relatos iniciais, o crime ocorreu durante a madrugada, e Jonathas planejou o ataque com uma faca, que foi encontrada posteriormente em seu apartamento no Bairro Santa Terezinha. Ele foi preso enquanto lavava roupas ensanguentadas e a arma do crime, demonstrando uma tentativa de eliminar evidências.
Em interrogatório, Jonathas apresentou versões contraditórias sobre a motivação do crime. Inicialmente, mencionou dívidas financeiras e desentendimentos familiares acumulados ao longo dos anos. Familiares próximos relataram que o suspeito apresentava mudanças de humor repentinas, sugerindo possíveis transtornos mentais, embora nenhum laudo psiquiátrico tenha sido confirmado até o momento. A polícia investiga se fatores como estresse ou problemas psicológicos contribuíram para o ato.
João Batista era uma figura respeitada na comunidade evangélica local, tendo servido como pastor na Igreja do Nazareno por décadas antes de se aposentar. Sua família era conhecida por seu envolvimento em atividades religiosas e sociais na região, o que ampliou o impacto da tragédia. Neide, sua esposa, era descrita como uma companheira dedicada, enquanto as filhas e o neto representavam gerações de uma linhagem unida pela fé.
A notícia da morte da família pastoral provocou uma onda de comoção na cidade. O Conselho de Pastores de Juiz de Fora, presidido pelo Pr. Célio Neto, emitiu uma nota oficial lamentando a perda irreparável e pedindo orações pela comunidade. Diversas igrejas locais, incluindo a Igreja do Nazareno, expressaram solidariedade e consternação, destacando o legado de João Batista como um homem de paz e dedicação espiritual.
O velório e o sepultamento ocorreram no dia seguinte, 8 de janeiro, reunindo centenas de fiéis, amigos e familiares em um clima de luto profundo. Cerimônias religiosas foram realizadas para homenagear as vítimas, com mensagens de esperança e perdão ecoando entre os presentes. A polícia continua a investigação para esclarecer todos os detalhes, incluindo possíveis agravantes ou atenuantes no caso.
Enquanto a cidade tenta se recuperar do choque, o episódio levanta debates sobre saúde mental, conflitos familiares e a importância do apoio comunitário. Líderes evangélicos locais planejam ações de conscientização para prevenir tragédias semelhantes, reforçando a união em tempos de dor. Jonathas permanece detido, aguardando o desenrolar do processo judicial, que deve trazer mais respostas à sociedade abalada.



