Morte de querido jornalista é confirmada; descanse em paz

A notícia da morte do jornalista Conrado Corsalette, aos 47 anos, nesta quinta-feira (8/1), em São Paulo, repercutiu amplamente no meio jornalístico e entre leitores atentos à cobertura política e econômica do país. Profissional reconhecido pela apuração rigorosa e pela defesa de um jornalismo claro e responsável, Conrado ocupava o cargo de secretário de redação adjunto na sucursal paulista do jornal digital Poder360. Sua trajetória foi marcada por projetos editoriais inovadores e pelo compromisso com a informação de qualidade, valores que ajudaram a moldar uma geração de leitores mais críticos e bem informados.
De acordo com informações iniciais divulgadas pelas autoridades, o jornalista foi encontrado sem vida em sua residência, localizada no bairro de Santa Cecília, região central da capital paulista. Ele foi localizado pela namorada, e até o momento não há detalhes oficiais sobre a causa do falecimento. O caso segue sob apuração, e familiares e colegas aguardam esclarecimentos. Em respeito à privacidade e ao momento delicado, as informações estão sendo tratadas com cautela, reforçando a importância de um noticiário responsável e equilibrado, especialmente em situações que envolvem perdas humanas.
Natural de Santo Anastácio, no interior de São Paulo, Conrado Corsalette construiu uma carreira sólida no jornalismo nacional. Ao longo dos anos, destacou-se pela capacidade de traduzir temas complexos para o público geral, sem abrir mão da precisão. Foi cofundador e editor-chefe do Nexo Jornal, veículo no qual trabalhou por uma década e que se tornou referência em jornalismo explicativo no Brasil. Seu trabalho no Nexo ajudou a estabelecer novos padrões de narrativa digital, com foco em contexto, dados e pluralidade de vozes.
No Poder360, Conrado deu continuidade a esse legado, contribuindo para a cobertura diária de temas relevantes da política, da economia e da sociedade. Colegas de redação o descrevem como um profissional generoso, atento aos detalhes e sempre disposto a orientar jornalistas mais jovens. Sua atuação ia além dos textos publicados: ele participava ativamente das decisões editoriais, defendendo a transparência, a checagem rigorosa dos fatos e o respeito ao leitor como princípios inegociáveis do bom jornalismo.
Na vida pessoal, Conrado era pai de duas meninas, de 11 e 13 anos, fruto de um casamento anterior. Pessoas próximas relatam que ele valorizava profundamente o convívio familiar e buscava equilibrar a intensa rotina profissional com momentos dedicados às filhas. Separado, mantinha uma relação discreta com a namorada. Ele completaria 48 anos no próximo dia 5 de fevereiro, data que agora ganha um significado ainda mais sensível para amigos e familiares.
A repercussão da notícia mobilizou profissionais da imprensa, leitores e instituições ligadas à comunicação. Mensagens de pesar destacam não apenas a competência técnica de Conrado, mas também sua postura ética e seu papel na construção de um jornalismo mais acessível e contextualizado. Em um cenário marcado por desafios à credibilidade da informação, sua contribuição é lembrada como exemplo de dedicação ao interesse público e ao diálogo qualificado com a sociedade.
A ausência de Conrado Corsalette deixa uma lacuna no jornalismo brasileiro, especialmente no campo do jornalismo digital e explicativo. Seu trabalho permanece como referência para quem acredita na força da informação bem apurada e apresentada com responsabilidade. Mais do que cargos e projetos, fica o impacto de uma trajetória construída com coerência, respeito e compromisso com o leitor, valores que continuam a inspirar colegas de profissão e o público que acompanhou seu trabalho ao longo dos anos.




