Notícias

Família registra desaparecimento e horas depois menino é encontrado morto em rio

Nos últimos meses, o Brasil tem acompanhado com apreensão uma ondaua crescente de casos de desaparecimento de crianças e adolescentes, situação que mobiliza famílias, autoridades e a sociedade. Em Santa Catarina, esse cenário também preocupa, com registros que reforçam o alerta sobre a vulnerabilidade de menores em situações cotidianas, como passeios com amigos e atividades em rios e áreas abertas, exigindo atenção redobrada.

Foi nesse contexto de apreensão que um adolescente de 12 anos, desaparecido desde o início da semana, foi encontrado morto em São José, na Grande Florianópolis, na tarde desta terça-feira (6). A confirmação foi feita pela Polícia Civil, que trabalha com a principal hipótese de afogamento, enquanto aguarda a conclusão dos laudos periciais para esclarecer oficialmente a causa da morte.

A família do menino havia registrado boletim de ocorrência na segunda-feira (5), após ele não retornar para casa. O desaparecimento se somou a outros casos recentes que têm gerado sensação de insegurança entre moradores da região. O garoto foi visto pela última vez em São José, o que direcionou as buscas e manteve a esperança de um desfecho rápido, como em outros casos de crianças localizadas com vida.

O corpo do adolescente foi encontrado na região do bairro Colônia Santana, área próxima ao Rio Imaruí. A localização reacendeu o debate sobre os riscos associados a locais de lazer sem supervisão adequada, especialmente em um momento em que o número de desaparecimentos de menores chama atenção das autoridades e da população catarinense.

A investigação do caso está a cargo da Delegacia de Proteção à Criança ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso (DPCami). A delegacia aguarda o resultado de exames periciais para confirmar as circunstâncias da morte. Casos como esse reforçam a importância de respostas rápidas em situações de desaparecimento, fator considerado decisivo para evitar desfechos trágicos.

Segundo informações repassadas ao Corpo de Bombeiros, o adolescente havia saído para nadar com amigos e não retornou. Situações semelhantes têm sido relatadas em outros desaparecimentos recentes, nos quais atividades comuns acabam se transformando em ocorrências graves, destacando a necessidade de conscientização sobre segurança em rios e ambientes naturais.

As buscas mobilizaram uma grande operação, realizada por terra e com apoio aéreo, incluindo o uso de drone e equipe com cão farejador. A cadela indicou um ponto específico às margens do rio, direcionando os mergulhadores ao local onde o corpo foi localizado, encerrando horas de angústia e expectativa da família.

Após a retirada da vítima da água, o corpo ficou sob responsabilidade da Polícia Militar para os procedimentos legais. O caso se soma a estatísticas que preocupam especialistas, que apontam a recorrência de desaparecimentos infantis como um problema social que exige políticas públicas, prevenção e maior vigilância comunitária.

Em Santa Catarina, autoridades têm reforçado campanhas de orientação para pais e responsáveis, sobretudo diante do aumento de ocorrências envolvendo crianças e adolescentes. O episódio em São José evidencia como a combinação entre desaparecimento e ambientes de risco pode resultar em tragédias irreversíveis.

Enquanto a investigação segue, a morte do menino de 12 anos aprofunda o sentimento de alerta diante da onda de desaparecimento de crianças no país. O caso reforça a necessidade de atenção constante, respostas rápidas das autoridades e envolvimento da sociedade para proteger os mais jovens e evitar que novas famílias enfrentem perdas semelhantes.

CONTINUAR LENDO →

LEIA TAMBÉM: