Irmão de Eliza Samudio se pronuncia após passaporte ser encontrado

O nome de Eliza Samudio voltou a circular com força nas redes sociais nesta segunda-feira, 5 de janeiro, e bastou poucas horas para o assunto ganhar proporções nacionais. Quinze anos depois de um dos casos mais comentados do país, um novo elemento inesperado reacendeu debates: um homem afirmou ter encontrado um passaporte em nome da modelo dentro de uma casa alugada em Portugal. A informação, como era de se esperar, despertou curiosidade, teorias e muita especulação.
Em meio a comentários apressados e vídeos cheios de suposições, a família de Eliza voltou ao centro da conversa. Desta vez, quem decidiu se manifestar foi Arlie Moura, irmão da modelo, hoje com 27 anos. Em entrevista ao jornal O Tempo, ele falou com franqueza sobre o impacto emocional causado pela repercussão do caso. Segundo Arlie, a situação mexeu profundamente com o psicológico e trouxe lembranças que, mesmo com o passar dos anos, nunca foram totalmente superadas.
“Deu uma balançada de novo”, resumiu. De acordo com ele, o passaporte é, sim, de Eliza. No entanto, isso não significa que exista algo além do que já foi apurado no passado. Para Arlie, o ponto central agora é entender como esse documento foi parar em uma residência em Portugal e por que só agora essa informação veio a público. Ele destaca que é preciso investigar se houve perda, roubo ou qualquer outra circunstância ainda desconhecida.
O irmão da modelo também afirmou não ter explicação para o fato de o passaporte estar guardado em uma casa alugada fora do Brasil. “O motivo de ele estar naquela casa e só agora ser divulgado também precisa ser apurado”, declarou. A fala reflete um sentimento comum a muitas famílias que vivem situações parecidas: a necessidade de respostas claras, sem espaço para conclusões precipitadas.
Apesar da comoção nas redes sociais, Arlie não acredita na hipótese de que Eliza esteja viva e morando na Europa. Para ele, os elementos reunidos pelas investigações na época do crime são sólidos e convincentes. Ele relembra que a polícia apontou o envolvimento do ex-goleiro Bruno no caso, e que os fatos apresentados ao longo do processo foram detalhados. Ainda assim, Arlie reforça que qualquer nova informação precisa passar por uma análise criteriosa das autoridades.
“Seria bom se realmente ela estivesse viva”, disse, em tom sincero. “Mas temos que esperar para saber o que aconteceu, aguardar as autoridades darem esse veredito pra gente. A gente torce, mas, pelos fatos que foram passados na época, acho difícil de ser verdade.” A fala mistura esperança e realismo, algo comum quando o assunto envolve perdas tão marcantes.
Durante a entrevista, Arlie também compartilhou lembranças pessoais sobre a relação com a irmã. O convívio entre os dois foi curto. Eles moraram juntos em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, quando ele tinha apenas um ano de idade. Naquele período, Eliza tinha 14 anos. Pouco tempo depois, ela se mudou para Foz do Iguaçu, no Paraná, para viver com o pai, enquanto Arlie permaneceu com a mãe.
Com o passar dos anos, o contato foi se tornando cada vez mais raro. Segundo ele, a última lembrança de um encontro aconteceu quando Eliza foi para São Paulo, por volta de 2008 ou 2009. Pouco tempo depois, em 2010, veio o desaparecimento que marcou o país e mudou definitivamente a história da família.
Hoje, Eliza Samudio teria 40 anos. O surgimento desse passaporte não reabre apenas um caso, mas também sentimentos antigos. Para a família, mais do que teorias, o que importa é respeito, responsabilidade e a verdade dos fatos.



