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Morreu o Soldado da PM, Lucas Lopes, aos 27 anos

Um trágico episódio abalou a segurança pública de São Paulo na madrugada de domingo, 4 de janeiro. O soldado da Polícia Militar Lucas Lopes Bernardo, de 27 anos, perdeu a vida após ser atropelado enquanto tentava abordar um grupo de motociclistas que trafegava em alta velocidade pela Avenida Inajar de Souza, no Jardim Peri, zona norte da capital. O policial, lotado no 9º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano, integrava uma equipe que realizava patrulhamento ostensivo na região quando avistou o “bonde” de motos se aproximando.

A ação ocorreu por volta das 3h06, em meio a uma operação de fiscalização que incluía barreiras para coibir irregularidades no trânsito, como motos sem placa e condutores sem capacete, comuns em grupos que retornam de eventos como bailes funk. Bernardo e seus colegas sinalizaram para que os motociclistas reduzissem a velocidade e parassem, mas os condutores ignoraram a ordem e aceleraram. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que o soldado, a pé na pista, tentou interceptar o grupo.

Ao se posicionar na via, Lucas escorregou no asfalto molhado e caiu. Ele conseguiu escapar do impacto de uma das primeiras motos, mas foi atingido em cheio na cabeça pela última motocicleta do grupo. O veículo passou sobre o corpo do policial, que ficou desacordado imediatamente, com sangramento visível na região craniana. Colegas que presenciaram a cena demonstraram choque e prestaram socorro imediato, enquanto os motociclistas fugiram sem parar para ajudar.

Socorrido e encaminhado ao Hospital Vila Nova Cachoeirinha, o soldado não resistiu aos graves ferimentos, diagnosticados como provável fratura de base de crânio. A Secretaria da Segurança Pública classificou o atropelamento como intencional, e o caso foi registrado como homicídio doloso no 72º Distrito Policial. A Polícia Civil analisa as imagens das câmeras para identificar e localizar os quatro ou cinco envolvidos, que ainda não foram presos.

A Polícia Militar emitiu nota oficial lamentando profundamente a perda do jovem agente, destacando seu empenho e dedicação ao serviço. Bernardo servia na corporação há cerca de dois anos e era descrito como um profissional comprometido. A corporação reforçou que o episódio ocorreu durante o exercício regular do dever, em uma tentativa legítima de garantir a ordem pública e o cumprimento das leis de trânsito.

A morte do soldado deixou consternada não apenas a família policial-militar, mas também sua família pessoal. Lucas Lopes Bernardo deixa esposa grávida e dois enteados, o que torna o episódio ainda mais doloroso. O velório e sepultamento ocorreram nesta segunda-feira, 5 de janeiro, no Cemitério do Araçá, com honras militares, no mausoléu da PM.

O caso reacende o debate sobre os riscos enfrentados diariamente pelos agentes de segurança em operações de rua, especialmente contra grupos que desrespeitam normas básicas de trânsito e desafiam a autoridade policial. Enquanto as investigações prosseguem, a PM paulista reforça o compromisso com a apuração rigorosa e a busca por justiça para o soldado Bernardo e sua família.

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