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Antes de desaparecimento na trilha do Pico Paraná, Roberto e amiga teriam discutido

O desaparecimento de Roberto Farias Thomaz, de 19 anos, no Pico Paraná, o ponto mais alto do Sul do Brasil, segue mobilizando equipes de resgate, familiares e pessoas que acompanham o caso desde os primeiros relatos. Novas informações surgiram a partir de testemunhos de trilheiros que estavam no local durante a virada do ano, trazendo mais elementos para entender o que pode ter acontecido naquela manhã de quinta-feira, dia 1º.

Roberto havia ido ao Pico Paraná para passar o réveillon acompanhado de Thayana, uma jovem que ele conheceu recentemente em Curitiba. A proposta era simples: celebrar a chegada do novo ano em meio à natureza, algo bastante comum entre amantes de trilhas e montanhismo. Segundo pessoas que fizeram parte do mesmo grupo, o clima entre os dois era tranquilo desde a saída da capital até a chegada em Campina Grande do Sul, onde a trilha começou na noite de quarta-feira (31).

Durante a subida, no entanto, alguns sinais chamaram a atenção. Testemunhas relataram que Roberto demonstrava cansaço além do esperado, com sinais de indisposição física. O esforço exigido pela trilha, que é considerada uma das mais desafiadoras da região, pode ter contribuído para o desgaste do jovem, que precisou diminuir o ritmo em determinados momentos.

Além do cansaço, outro episódio marcou a caminhada. Pessoas que estavam próximas relataram que Roberto, descrito como alguém brincalhão e expansivo, teria feito cócegas em Thayana durante a trilha. A atitude não foi bem recebida por ela e acabou gerando um desentendimento entre os dois. A discussão, segundo os relatos, trouxe um clima de tensão momentânea ao grupo, algo que não passou despercebido por outros trilheiros.

Apesar disso, ambos seguiram até o cume do Pico Paraná. Lá em cima, permaneceram apenas alguns minutos, o suficiente para descansar e observar o movimento. O que chamou a atenção de montanhistas mais experientes foi a decisão de Roberto e Thayana de iniciarem a descida antes dos demais, especialmente considerando o horário e as condições físicas relatadas anteriormente.

Após esse momento, Roberto não foi mais visto. O desaparecimento gerou preocupação imediata e acionou uma grande mobilização. A Polícia Civil do Paraná trata o caso, até o momento, como desaparecimento, sem indícios de que tenha ocorrido um crime. A investigação busca reconstruir os últimos passos do jovem, com base em depoimentos, horários e possíveis rotas utilizadas na descida.

As buscas estão sendo conduzidas pelo Corpo de Bombeiros, com o apoio de voluntários experientes em montanhismo e resgate em áreas de difícil acesso. O terreno do Pico Paraná é conhecido por trilhas íngremes, mudanças bruscas de clima e trechos que exigem atenção redobrada, fatores que tornam o trabalho ainda mais complexo.

Enquanto as equipes seguem em campo, familiares e amigos aguardam por respostas. Nas redes sociais, mensagens de apoio e solidariedade se multiplicam, reforçando a esperança de que Roberto seja encontrado. O caso também reacende discussões sobre a importância de planejamento, preparo físico e cautela em trilhas de alto nível, especialmente em períodos de grande movimento, como o réveillon.

A cada dia, novas informações são analisadas com cuidado. Até lá, o desaparecimento de Roberto permanece como um episódio que mistura expectativa, apreensão e a união de esforços de pessoas que acreditam que toda resposta começa com persistência e atenção aos detalhes.

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