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Pai que morreu junto com filho de 7 anos ainda conseguiu salvar o mais velho

Uma tarde de lazer em família terminou em profunda comoção no município de Jerônimo Monteiro, no Sul do Espírito Santo, após a morte de um pai e de um de seus filhos em um rio da zona rural da cidade. O caso aconteceu no dia 25 de dezembro, feriado de Natal, e mobilizou moradores da região, familiares e autoridades locais. A história ganhou repercussão pela atitude do pai, que conseguiu salvar o filho mais velho antes de desaparecer nas águas ao tentar ajudar o caçula.

A vítima foi identificada como Jeremias Machado Ribeiro, de 41 anos, caldeireiro e estudante de teologia, que se preparava para se tornar pastor. Ele estava acompanhado da esposa, dos três filhos e de outros familiares em uma chácara da família, onde costumavam passar datas comemorativas. Segundo relatos, o grupo aproveitava o dia quente quando decidiu ir até o rio próximo para um momento de recreação, algo comum entre eles, já que todos tinham familiaridade com o local.

Durante o banho, o filho mais velho de Jeremias, de 11 anos, acabou se afastando da parte rasa e foi para um trecho mais profundo. Ao perceber a situação, o pai entrou na água e conseguiu retirar o menino com sucesso, levando-o de volta para uma área segura. Logo depois, no entanto, Jeremias acabou sendo levado pela correnteza. O filho mais novo, Bernardo de Barros Ribeiro, de 7 anos, tentou se aproximar e também desapareceu no rio.

Familiares que estavam no local ainda tentaram prestar ajuda, mas não conseguiram alcançar pai e filho. As buscas começaram ainda na quinta-feira (25), com apoio de equipes especializadas, mas precisaram ser interrompidas ao anoitecer. Na manhã seguinte, os trabalhos foram retomados e, no início da tarde de sexta-feira (26), os corpos de Jeremias e Bernardo foram localizados, encerrando um período de grande angústia para a família.

O sepultamento aconteceu no sábado (27), no Cemitério Municipal de Jerônimo Monteiro, reunindo amigos, parentes e membros da comunidade religiosa da qual Jeremias fazia parte. Conhecido pela fé e pela dedicação à família, ele atuava como presbítero em uma igreja evangélica da cidade e havia feito, poucos dias antes, sua última pregação. Durante o culto, falou sobre a importância de valorizar a vida e os momentos em família, palavras que ganharam ainda mais significado após a tragédia.

Parentes descreveram Jeremias como um homem responsável, estudioso e muito presente na criação dos filhos. Bernardo, por sua vez, foi lembrado como uma criança ativa, alegre e cheia de energia, que conquistava todos ao redor. Além do menino de 7 anos, Jeremias deixou outro filho de 11 anos e um bebê de apenas cinco meses. A família, natural do Rio de Janeiro, vivia atualmente em Itaboraí, mas mantinha laços fortes com o interior capixaba.

O caso segue sendo tratado como um acidente, e serve de alerta para os cuidados necessários em áreas naturais, especialmente durante momentos de lazer em rios e cachoeiras. A comoção gerada pela história reforça a importância da atenção redobrada nesses ambientes e evidencia o impacto profundo que situações inesperadas podem causar em famílias e comunidades inteiras, transformando um dia de celebração em um momento de luto e reflexão.

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