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Mãe de Tainara dá 1ª entrevista após a morte da filha

A dor de uma mãe que perde uma filha nunca encontra palavras exatas para ser descrita. Ainda assim, foi com sinceridade e emoção que Lúcia Aparecida da Silva decidiu falar publicamente sobre a morte de Tainara Souza Santos, de 31 anos, durante uma entrevista exibida no Domingo Espetacular, da Record. O relato, feito semanas após o ocorrido, tocou profundamente quem acompanhou a história.

Tainara morreu depois de ser atropelada e arrastada por um carro na Marginal Tietê, em São Paulo. Ela permaneceu internada por quase um mês, em uma luta silenciosa pela vida que mobilizou familiares, amigos e pessoas que sequer a conheciam pessoalmente, mas que passaram a acompanhar o caso pelas notícias e pelas redes sociais.

Ao relembrar a filha, Lúcia fez questão de destacar quem Tainara era no dia a dia, longe das manchetes. Falou de uma jovem alegre, brincalhona e muito presente na vida da família. “Ela era divertida com todo mundo, com os irmãos, amigos, família. Me amava muito, ligava pra mim, mandava mensagem”, contou, com a voz embargada. Segundo a mãe, no dia do atropelamento, a filha apenas voltava para casa, em mais uma rotina comum que acabou sendo interrompida de forma trágica.

O período de internação foi marcado por angústia e resistência emocional. Lúcia relatou que praticamente não dormia, permanecendo ao lado da filha sempre que possível. “Eu fiquei com ela até o último batimento cardíaco”, disse, em um dos trechos mais fortes da entrevista. A proximidade de datas simbólicas, como o próprio aniversário, tem tornado o luto ainda mais difícil, trazendo lembranças e sentimentos que se misturam entre saudade e incredulidade.

A confirmação da morte de Tainara foi compartilhada por Lúcia nas redes sociais. Em uma mensagem simples, ela agradeceu o apoio recebido de pessoas conhecidas e desconhecidas, que enviaram palavras de conforto e solidariedade. Também deixou claro o desejo por justiça e pelo fim do sofrimento vivido pela filha. Douglas Alves da Silva segue preso e responderá por feminicídio consumado, conforme informado pelas autoridades.

O caso ultrapassou o âmbito familiar e ganhou espaço em diferentes veículos de comunicação, provocando reflexões importantes. Na quinta-feira (25), durante o Edição das 18h, da GloboNews, a jornalista Natuza Nery se emocionou ao comentar o episódio. Ao vivo, ela destacou como histórias como a de Tainara evidenciam a vulnerabilidade de muitas mulheres no Brasil, um país que ainda convive com números alarmantes de agressões.

Mais do que um caso policial, a morte de Tainara Souza Santos escancara feridas sociais profundas. É uma história que fala de amor entre mãe e filha, de perda irreparável e da necessidade urgente de mudanças. Para Lúcia, resta a saudade e a memória de quem a filha foi em vida. Para a sociedade, fica o dever de não deixar que relatos assim se percam no tempo ou sejam tratados apenas como mais uma estatística.

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