Câmera flagra momento exato da queda de avião no mar de Copacabana no RJ

A queda de um avião ultraleve no mar da praia de Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, causou forte impacto entre moradores, turistas e autoridades neste sábado (27). O episódio ocorreu em plena tarde, em um dos trechos mais movimentados da orla carioca, e foi registrado por câmeras e celulares de pessoas que estavam no local. As imagens, que rapidamente se espalharam pelas redes sociais, mostram a aeronave voando em baixa altitude segundos antes de atingir a água, provocando apreensão entre banhistas que acompanhavam a cena à distância.
De acordo com informações oficiais, o ultraleve havia decolado do Aeroporto de Jacarepaguá e seguia pela orla quando ocorreu o acidente. Segundo a torre de controle, apenas o piloto estava a bordo no momento da queda. O avião realizava um voo que incluía o reboque de uma faixa publicitária, posteriormente localizada durante as buscas no mar. O fato de a aeronave estar voando baixo chamou a atenção de testemunhas, que perceberam algo incomum instantes antes do desfecho.
Pouco tempo após o ocorrido, o Corpo de Bombeiros foi acionado e iniciou uma ampla operação de resgate. Cerca de 30 militares participaram da ação, que contou com apoio de embarcações infláveis, motos aquáticas, mergulhadores, helicóptero e equipamentos de sonar. As buscas se concentraram inicialmente na área próxima ao ponto onde o avião foi visto pela última vez, na altura do Posto 3, e seguiram ao longo de toda a tarde.
Por volta das 15h, os bombeiros localizaram um corpo no mar, próximo à região onde a aeronave havia desaparecido. A vítima foi retirada da água e encaminhada ao Instituto Médico Legal (IML), onde passará por exames para identificação oficial. Até o momento, o nome do piloto não foi divulgado pelas autoridades. A confirmação da localização do corpo trouxe uma resposta inicial às buscas, mas também reforçou a comoção em torno do caso.
Durante os trabalhos no local, as equipes também encontraram a faixa publicitária que estava sendo rebocada pelo ultraleve no momento do acidente. A área do mar próxima à queda chegou a ser parcialmente isolada para garantir a segurança das equipes e de embarcações que circulavam pela região. Mesmo com o susto, não houve registro de feridos entre banhistas ou pessoas que estavam na praia, que seguia cheia por conta do dia de sol e do período de fim de ano.
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou que o ultraleve estava com a situação de aeronavegabilidade regular, ou seja, autorizado a voar. Apesar disso, as causas do acidente ainda não foram esclarecidas. Questões como condições meteorológicas, aspectos técnicos da aeronave e procedimentos adotados durante o voo deverão ser analisados de forma detalhada pelas autoridades competentes.
A investigação ficará sob responsabilidade da Força Aérea Brasileira, por meio do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa). Investigadores do Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA III) já realizaram a chamada Ação Inicial, etapa que envolve a coleta de informações, preservação de evidências e análise do cenário. O caso reacende o debate sobre operações aéreas de pequeno porte em áreas urbanas e turísticas, enquanto familiares, autoridades e a população aguardam esclarecimentos oficiais sobre o que levou ao acidente em um dos cartões-postais mais conhecidos do país.



