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Adolescente invade escola, mata estudante e ataca segurança na Rússia

Um ataque violento dentro de uma escola na Rússia deixou duas pessoas mortas e causou pânico entre estudantes e funcionários. Um adolescente de apenas 15 anos foi apreendido após invadir a Escola Secundária Abrangente Uspenskaya armado com uma faca e spray de pimenta. A ação resultou na morte de um aluno e de um segurança da instituição, além de deixar outros estudantes feridos. O caso ocorreu na manhã desta terça-feira (16) e mobilizou forças de segurança especializadas.

Segundo as autoridades, o jovem, identificado como Timothy K., entrou na escola usando máscara e capacete para dificultar sua identificação. Logo ao chegar, ele se dirigiu a um grupo de estudantes que estava em uma área comum da unidade e passou a ameaçá-los com a faca. Ao perceber a situação, o segurança Dmitry Pavlov, de 32 anos, tentou intervir para proteger os alunos e desarmar o agressor.

Durante a tentativa de contenção, Timothy utilizou spray de pimenta contra o segurança e, em seguida, desferiu golpes de faca, causando a morte de Pavlov ainda no local. Após o ataque inicial, o adolescente continuou circulando pela escola em busca de outras vítimas, gerando cenas de desespero e correria pelos corredores da instituição.

Testemunhas relataram que, antes de atacar outros estudantes, o agressor passou a questionar alguns deles sobre suas nacionalidades. Em determinado momento, ele perseguiu um aluno específico, que acabou sendo esfaqueado e morreu em decorrência dos ferimentos. O comportamento do adolescente levantou suspeitas de motivação ideológica ou xenofóbica, hipótese que passou a ser investigada pelas autoridades locais.

O ataque foi parcialmente registrado pelo próprio agressor. De acordo com a polícia, Timothy filmou parte da ação e chegou a tirar uma fotografia ao lado do corpo de uma das vítimas, o que causou ainda mais indignação após a divulgação das informações. Enquanto isso, outros alunos conseguiram se refugiar dentro das salas de aula, barricando portas e janelas para impedir a entrada do agressor.

Ao menos dois estudantes ficaram feridos durante o ataque e foram encaminhados para atendimento médico. O estado de saúde deles não foi detalhado, mas as autoridades informaram que não correm risco de morte. Investigadores confirmaram que Timothy havia sido aluno da mesma escola por cerca de três anos, o que levanta questionamentos sobre possíveis conflitos anteriores ou sinais ignorados.

Informações preliminares indicam que o adolescente procurava inicialmente uma professora de matemática, que ele acreditava não ser russa. Esse detalhe reforçou a linha de investigação relacionada a ódio motivado por nacionalidade, etnia ou crença religiosa. Após o ataque, uma força especial russa, semelhante às equipes da Swat, foi acionada e conseguiu conter o agressor.

A polícia revelou ainda que Timothy escreveu um manifesto de 11 páginas, distribuído a colegas, no qual expressava profundo ódio à sociedade e a pessoas de diferentes nacionalidades e religiões. Nas redes sociais, ele também publicou imagens segurando uma placa com a frase “nenhuma vida importa”, além de slogans ligados a grupos extremistas de extrema-direita que defendem atos de terrorismo.

O caso reacendeu o debate na Rússia sobre segurança em escolas, radicalização de jovens e o impacto de ideologias extremistas na violência juvenil. As investigações seguem em andamento para esclarecer completamente as motivações do crime e eventuais falhas que permitiram o ataque.

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