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Engavetamento envolvendo 6 veículos deixa dezenas de vitimas no RJ

Nas rodovias brasileiras, a sensação de risco parece sempre à espreita. Quem viaja com frequência sabe: basta um instante de distração, uma freada brusca ou um trecho mal sinalizado para que tudo mude em questão de segundos. E foi exatamente essa combinação de fatores que transformou a madrugada desta quinta-feira (11) em um cenário de tensão na Via Dutra, em Taubaté (SP).

O relógio marcava pouco depois das 3h quando um engavetamento envolvendo seis veículos interrompeu a tranquilidade noturna no km 107, sentido Rio de Janeiro. De acordo com informações da concessionária RioSP, quatro caminhões, um ônibus e um carro se envolveram no acidente que, mais uma vez, chama atenção para os desafios das estradas do país.

O motorista do ônibus, um homem de 54 anos, morador de Nilópolis (RJ), acabou não resistindo aos ferimentos e perdeu a vida ainda no local. Outras 37 pessoas ficaram feridas. A maior parte delas, 32, sofreu lesões leves, enquanto cinco foram classificadas com ferimentos moderados. A força do impacto foi tamanha que houve vazamento de combustível, exigindo o isolamento imediato da área devido ao risco de incêndio.

O engavetamento causou bloqueio total da rodovia por várias horas. Enquanto equipes de resgate e limpeza trabalhavam, o congestionamento chegou a ultrapassar 10 quilômetros, afetando motoristas que tentavam seguir viagem logo no início da manhã. A liberação parcial só aconteceu quando o sol começava a nascer, trazendo alguma normalidade à movimentação de veículos.

Entre os sobreviventes que estavam no ônibus, o relato que mais chamou atenção foi o do empresário Leandro Rocha, que viajava com o filho de oito anos. Ainda abalado, ele descreveu os instantes que antecederam o impacto. “Foi tudo muito rápido. O ônibus reduziu por causa de uma obra na pista, e um caminhão veio atrás e empurrou a gente. A fumaça tomou conta e eu só pensava em tirar meu filho dali”, relatou. O depoimento, marcado pela emoção, dá dimensão da angústia vivida pelos passageiros.

Outro motorista envolvido, Adauto Corrêa, afirmou ter ouvido um “estrondo” antes de sentir seu veículo ser empurrado violentamente por outro caminhão. Segundo ele, o choque foi tão repentino que não houve tempo sequer para entender o que estava acontecendo.

A empresa Guanabara, responsável pelo ônibus, divulgou uma nota lamentando a morte do motorista e informando que está oferecendo suporte aos passageiros e familiares. A companhia reforçou que o coletivo foi atingido na traseira, destacando a gravidade da colisão.

Enquanto a polícia rodoviária e as equipes da concessionária trabalham para esclarecer as circunstâncias do acidente, fica um alerta que, infelizmente, se repete a cada grande ocorrência: as estradas brasileiras continuam exigindo atenção redobrada, manutenção constante e, sobretudo, prudência.

O episódio desta madrugada, embora já inserido em uma triste rotina de acidentes pelo país, reacende o debate sobre a segurança nas rodovias federais, especialmente em trechos de grande movimento como a Dutra. E, enquanto motoristas retomam seus caminhos, a lembrança do engavetamento permanece como um lembrete silencioso de que, nas madrugadas do asfalto, a vida pode mudar em um único instante.

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