Morte de Amanda dos Santos mobiliza Campos dos Goytacazes e acende alerta sobre casos recentes

A manhã desta segunda-feira (8) começou com uma notícia que rapidamente se espalhou pelos bairros de Campos dos Goytacazes, no Norte do Rio de Janeiro. Amanda dos Santos Souza, de 28 anos, foi encontrada sem vida no Parque do Prado, em uma área onde moradores costumam fazer caminhadas e levar crianças para brincar. O local, geralmente tranquilo, se transformou em ponto de intensa movimentação da Polícia Militar e das equipes de perícia logo no início do dia.
Amanda, mãe de quatro filhos, apresentava lesões na cabeça e sinais de queimadura, de acordo com a primeira análise feita pelos policiais. Assim que o corpo foi localizado, a área foi isolada para que os peritos pudessem iniciar a reconstrução dos acontecimentos. Os trabalhos continuam ao longo da semana, buscando entender como tudo se desenrolou e quais fatores antecederam a tragédia.
A delegada Carla Tavares, da 134ª DP, afirmou que o principal suspeito é o ex-companheiro da vítima, que já possuía histórico de agressões. Ela destacou que Amanda enfrentava, há algum tempo, episódios de violência doméstica registrados em momentos distintos. A delegada também informou que o suspeito está sendo procurado e que equipes seguem percorrendo diferentes pontos da cidade em busca de pistas sobre seu paradeiro.
A notícia rapidamente gerou grande comoção, especialmente pelo fato de Amanda deixar quatro crianças pequenas, que agora estão sob acompanhamento de familiares. Além da dor, a situação reacende um debate importante na região: o crescimento de casos graves envolvendo mulheres. Em apenas quatro dias, a cidade registrou três ocorrências distintas que chamaram a atenção das autoridades e da população.
No domingo (7), uma mulher foi resgatada desacordada nas águas do Rio Paraíba do Sul. Segundo testemunhas, ela estava nos braços do companheiro, que teria tentado ajudá-la depois de uma discussão. A vítima foi levada ao Hospital Ferreira Machado, onde permanece internada em estado grave. O caso segue sob investigação.
Na quarta-feira (4), outro episódio ocorreu no Parque Santa Rosa, envolvendo uma moradora que perdeu a vida após ser alvo de disparos. A Polícia Civil também trata esse caso como possível resultado de violência contra a mulher, reforçando o cenário preocupante enfrentado pela cidade.
Especialistas que atuam na rede de proteção lembram que situações como essas raramente surgem sem sinais prévios. Ameaças constantes, tentativas de controle, isolamento de familiares e agressões verbais costumam aparecer antes de episódios mais severos. Por isso, reforçam a importância das denúncias. Muitas vezes, uma ligação anônima pode salvar vidas.
A equipe da Polícia Civil continua analisando gravações de câmeras instaladas nos arredores do Parque do Prado, além de ouvir testemunhas que possam ter visto algo relevante. As autoridades reforçam que informações que ajudem a localizar o suspeito podem ser repassadas pelos canais oficiais, sem necessidade de identificação.
Enquanto o inquérito segue, moradores do município buscam apoio e se unem em mensagens de solidariedade à família de Amanda. Em meio à dor, muitos defendem a ampliação de campanhas educativas e de proteção, destacando que combater a violência exige atuação constante, seja por parte das autoridades, seja pela comunidade que vive e convive diariamente com essas realidades.



