Cantora paraense é morta em casa e laudo médico faz revelação chocante

Belém acordou diferente nesta semana. Mais silenciosa, mais pesada. A confirmação da morte da cantora paraense Rute Gomes dos Santos, conhecida artisticamente como Ruthetty, aos 54 anos, trouxe comoção não só para familiares e amigos, mas também para toda a cena cultural da capital. A artista foi encontrada sem vida dentro de sua casa, no bairro da Marambaia, na última quarta-feira (3), e a notícia foi confirmada por sua assessoria por meio das redes sociais.
Ruthetty era daquelas figuras queridas, conhecidas pelo sorriso fácil e pela entrega total à música. Sua trajetória foi construída aos poucos, em palcos populares, eventos culturais e apresentações comunitárias. Quem acompanhava de perto sabia que ela não cantava apenas por profissão, mas por paixão. Nos últimos dias, as redes se transformaram em um grande mural de despedidas, com fotos antigas, vídeos de apresentações e mensagens de carinho.
De acordo com informações do laudo médico divulgadas pela imprensa, a causa da morte envolve asfixia e múltiplas lesões pelo corpo. A assessoria da cantora informou que houve agressões e que um suspeito já foi identificado pelas autoridades. O caso está sendo investigado pela Delegacia de Feminicídio (DEFEM), que mantém os detalhes sob sigilo neste momento.
Enquanto os desdobramentos seguem de forma discreta, a polícia trabalha ouvindo testemunhas, reunindo informações e analisando imagens de câmeras de segurança da região. Também foram solicitadas perícias para ajudar a esclarecer exatamente o que aconteceu. Como é comum nesse tipo de investigação, poucas informações são divulgadas, justamente para não comprometer o andamento do processo.
Na quinta-feira (4), às 14h, familiares, amigos e fãs se reuniram para o velório. O clima era de tristeza, mas também de gratidão. Muitos relembravam histórias simples: o jeito educado, a preocupação com os outros artistas, o cuidado com quem estava começando. Já o sepultamento ocorreu na manhã de sexta-feira (5), em um cemitério particular em Ananindeua, na Região Metropolitana de Belém. Houve lágrimas, abraços apertados e muitas orações.
A morte de Ruthetty também trouxe à tona discussões importantes nas redes sociais. Em meio às homenagens, surgiram pedidos por justiça, por mais proteção às mulheres e por respostas rápidas das autoridades. Em 2025, o Brasil ainda enfrenta desafios enormes nesse campo, e cada novo caso reacende um debate que parece nunca perder atualidade.
Para além da tristeza, fica o legado. Ruthetty deixa músicas, apresentações marcantes e uma história construída com esforço e autenticidade. Para quem teve o privilégio de conviver com ela, fica a lembrança de alguém que acreditava na arte como ferramenta de união e transformação.
Belém, com sua energia vibrante, seus sons e cores, perde uma de suas vozes. Mas a memória da cantora continua viva nas canções, nas lembranças compartilhadas e no carinho do público. Agora, a expectativa de todos é que as investigações avancem com responsabilidade e que a verdade venha à tona.
Enquanto isso, resta à cidade o luto, a saudade e a certeza de que Ruthetty fez da música uma ponte entre pessoas — e isso ninguém apaga.



