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Homem morre após entrar na jaula de leoa em zoológico de João Pessoa

O último domingo (30) terminou de forma inesperada no Parque Arruda Câmara, a tradicional Bica de João Pessoa. Um homem acabou perdendo a vida após entrar, por conta própria, no recinto de uma leoa que vive no local. A situação mobilizou visitantes, funcionários e equipes de segurança, e reacendeu discussões sobre limites, prevenção e cuidados em ambientes turísticos que lidam com fauna silvestre.

Segundo informações confirmadas pelo próprio parque à TV Cabo Branco, o homem escalou uma parede de mais de seis metros de altura, ultrapassou graduações de segurança e utilizou uma árvore interna como apoio para chegar ao interior da jaula. No momento da ocorrência, o zoológico estava aberto ao público e recebia famílias, grupos escolares e moradores que costumam aproveitar os fins de semana na área verde.

Alguns visitantes, surpreendidos com a cena, registraram em vídeo o instante em que o homem sobe por uma estrutura lateral da jaula. As imagens rapidamente circularam nas redes sociais, como costuma acontecer em episódios que chamam a atenção. Pouco depois de entrar no espaço reservado ao animal, ele foi atacado e não resistiu. A Polícia Militar e o Instituto de Polícia Científica da Paraíba foram acionados e permaneceram no local durante todo o processo de investigação inicial. De acordo com as primeiras informações divulgadas pela emissora local, o homem tinha histórico de transtornos mentais.

Em nota oficial, a Prefeitura de João Pessoa lamentou profundamente o ocorrido, expressou solidariedade à família e afirmou que já iniciou a apuração das circunstâncias do caso. O comunicado reforça que a Bica segue normas de segurança e protocolos técnicos usados em zoológicos de referência pelo país. Mesmo assim, o espaço foi fechado temporariamente, e as visitas permanecem suspensas até segunda ordem. A administração municipal explicou que, além do impacto direto do episódio, é necessário revisar estruturas, avaliar procedimentos internos e garantir tranquilidade às equipes e aos animais.

Frequentadores assíduos da Bica comentaram que o parque sempre manteve áreas bem delimitadas, com sinalizações visíveis e orientações sobre comportamento seguro. No entanto, funcionários relataram que situações excepcionais, como ações impulsivas de visitantes, são difíceis de prever completamente — ainda mais quando envolvem pessoas com fragilidade emocional, como pode ter sido o caso.

O episódio também reacendeu discussões sobre a convivência entre humanos e animais mantidos sob cuidados em ambientes urbanos. Especialistas ouvidos pela imprensa local reforçaram que zoológicos modernos se concentram em educação ambiental e preservação, mas dependem integralmente do respeito às barreiras físicas e das regras de conduta estabelecidas.

Por enquanto, a prefeitura não deu previsão para reabrir o zoológico. A expectativa é que novas atualizações sejam divulgadas nos próximos dias, à medida que o laudo pericial avance e que as equipes do parque concluam as análises internas necessárias. Enquanto isso, o clima é de consternação entre visitantes, trabalhadores e moradores que acompanham de perto a rotina da Bica, um dos cartões-postais mais tradicionais da capital paraibana.

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