Comunicamos a morte de Maria Edith Sobral, notícia foi confirmada

A morte de Maria Edith Sobral Rollemberg, aos 72 anos, emocionou familiares, amigos e figuras públicas do Distrito Federal. Irmã do ex-governador Rodrigo Rollemberg, ela faleceu na noite de sexta-feira (28), no Hospital Brasília, após um longo período de tratamento contra o câncer. A notícia foi tornada pública pelo próprio político na manhã deste sábado (29/11), por meio das redes sociais, onde ele compartilhou homenagens que rapidamente mobilizaram mensagens de carinho e solidariedade. A trajetória de Maria Edith, marcada por dedicação familiar e empreendedorismo, fez com que seu nome se tornasse conhecido e respeitado na cidade.
Rodrigo Rollemberg destacou que a irmã foi um exemplo de vitalidade e afeto, lembrada por todos como uma mulher que fazia questão de celebrar a vida. Em entrevista ao Correio, o deputado federal falou sobre o impacto da perda e ressaltou o legado deixado por ela. “Dith construiu uma família linda. Quatro filhos e dez netos maravilhosos. Ela era a alegria em pessoa! Uma das festeiras da família. Organizava eventos com zelo e qualidade. Alegrou a vida de muita gente com sua Allegro Festas”, afirmou. A declaração reforça a forte ligação entre os irmãos e a influência positiva que Maria Edith exercia nos momentos de convivência familiar.
Natural de Sergipe, Maria Edith foi uma das pioneiras de Brasília, cidade para onde se mudou ainda jovem, acompanhando a família na década de 1960. Filha de dona Teresa e de Armando Leite Rollemberg, ex-ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ela cresceu em um ambiente marcado por intensa atividade política e institucional. Era a terceira mais velha entre os 15 filhos do casal, uma família numerosa que se destacou pela participação ativa na construção da capital federal. Ao longo de 65 anos, ela construiu uma sólida história em Brasília, tornando-se parte integrante da memória afetiva da cidade e de sua própria comunidade.
O caminho pessoal de Maria Edith também foi marcado por uma longa e feliz relação com o jornalista Armando Lacerda, com quem se casou e formou uma família carinhosa e unida. Juntos tiveram quatro filhos — Bruna, Léo, Manoela e Rafaela — que, segundo relatos de amigos, eram sua maior fonte de orgulho. A convivência próxima com os dez netos completava um ciclo familiar que sempre foi prioridade para ela. Em depoimentos compartilhados por parentes, Maria Edith era descrita como uma presença constante, participativa e disposta a apoiar todos ao seu redor.
No campo profissional, Maria Edith deixou sua marca no setor de eventos ao fundar a Allegro Festas, empresa reconhecida por organizar celebrações e oferecer serviços de buffet. Seu talento para tornar encontros especiais e sua atenção aos detalhes fizeram com que a marca se consolidasse no mercado local. Pessoas que contrataram a empresa frequentemente relatavam a dedicação que ela colocava em cada projeto, sempre prezando pela qualidade e pela satisfação dos clientes. A Allegro Festas se tornou, assim, uma extensão de sua personalidade, traduzindo sua capacidade de transformar momentos importantes em lembranças duradouras.
Durante o período em que enfrentou o câncer, Maria Edith recebeu apoio constante da família e de amigos próximos. Mesmo com as limitações impostas pela doença, ela teria mantido a postura otimista e a serenidade que a acompanhavam ao longo da vida. Esse enfrentamento digno e corajoso gerou admiração entre todos que acompanharam sua jornada. O falecimento foi recebido com tristeza, mas também com a certeza de que sua história permanece viva nas muitas pessoas que foram tocadas por sua generosidade, profissionalismo e energia contagiante.
A despedida de Maria Edith está marcada para esta tarde no cemitério Campo da Esperança, na Asa Sul, com sepultamento previsto para as 17h30. A cerimônia deve reunir familiares, amigos e admiradores que desejam prestar uma última homenagem. Além da dor da partida, fica a lembrança de uma mulher que ajudou a construir Brasília, formou uma grande família, empreendeu com sucesso e cultivou relações marcadas por alegria e dedicação. Sua trajetória deixa um legado de afeto, coragem e contribuição à cidade que escolheu para viver e à qual dedicou grande parte de sua vida.



