Chegam ao fim as buscas pela servidora pública Elisete Oliveira, de 37 anos

O fim da tarde da última sexta-feira (28) trouxe um clima de apreensão à região da Serra da Aparecida, na zona rural de Carvalhos, em Minas Gerais. Moradores acionaram a polícia após perceberem um odor estranho vindo de uma área de mata, um local de difícil acesso, conhecido por ser rota de quem percorre a divisa entre Carvalhos e Bocaina de Minas. Foi ali que equipes da Polícia Civil encontraram um corpo parcialmente queimado, fato que rapidamente mobilizou investigadores e trouxe à tona novas perguntas sobre o desaparecimento registrado dias antes.
A vítima foi identificada como Elisete Oliveira, servidora pública de 37 anos, desaparecida desde 22 de novembro. A confirmação veio por meio de uma tatuagem característica, reconhecida pelos investigadores. Elisete havia sido vista pela última vez na companhia do companheiro, com quem dividia uma casa em Bocaina de Minas. Segundo ele mesmo relatou à polícia, os dois chegaram a percorrer um longo trajeto naquela noite, passando por Carvalhos e Liberdade, e teriam consumido bebida alcoólica ao longo do caminho.
O boletim de ocorrência registrado pelo homem informava que, já em casa, ele teria se ausentado por cerca de meia hora e, ao retornar, não encontrou mais Elisete. A versão, inicialmente tratada como ponto de partida para as buscas, ganhou novos contornos após a descoberta do corpo. A Polícia Civil, que desde o início conduziu as investigações com cautela, passou a tratar o companheiro como principal suspeito. Ele, que também ajudou nas buscas e concedeu informações à polícia, teve prisão preventiva decretada pela Justiça e, até o momento, é considerado foragido.
O corpo foi encaminhado ao Posto Médico-Legal de São Lourenço, onde exames serão feitos para esclarecer detalhes essenciais para a investigação. A Polícia Civil informou que equipes retornaram ao local onde o corpo foi localizado para a coleta de vestígios, análise da área e cruzamento de informações que possam ajudar a reconstruir os últimos passos de Elisete.
O clima na cidade é de consternação. Bocaina de Minas e Carvalhos são municípios pequenos, onde a rotina costuma ser tranquila e as pessoas se conhecem pelo nome. O caso, como era de se esperar, repercutiu rapidamente pelas redes sociais e grupos de moradores. Muitos lembram Elisete como uma pessoa dedicada ao trabalho e querida no convívio diário.
Enquanto as autoridades trabalham para esclarecer o que aconteceu entre a noite do desaparecimento e a descoberta do corpo, o que se vê é um misto de expectativa e preocupação. Moradores, familiares e amigos aguardam por respostas, enquanto a Polícia Civil segue analisando cada detalhe do percurso feito pelo casal no dia 22, além de confrontar depoimentos e realizar novas diligências.
A investigação continua em andamento, e a prioridade das autoridades é localizar o suspeito e reunir provas que permitam esclarecer, com precisão, as circunstâncias que envolveram o desaparecimento e a morte de Elisete. Até agora, a polícia não divulgou novas atualizações sobre o paradeiro do homem. O caso segue sob forte atenção no sul de Minas e deve ter desdobramentos importantes nos próximos dias.



