médica admite erro em prescrição que causou morte de criança

Nos últimos dias, uma notícia vinda de Manaus (AM) mobilizou internautas, profissionais da saúde e famílias que dependem diariamente do atendimento médico. O caso envolve o pequeno Benício Xavier de Freitas, de apenas 6 anos, cuja passagem pelo hospital levou a um desfecho que ninguém imaginava e que agora está sob investigação da Polícia Civil do Amazonas (PCAM). O assunto ganhou espaço nas redes sociais locais e foi comentado até em grupos de profissionais, que discutem possíveis falhas e a necessidade de processos mais claros dentro das unidades de saúde.
Benício havia sido levado ao hospital no fim de semana após apresentar tosse seca e sinais compatíveis com laringite, um quadro que, segundo especialistas, costuma exigir atenção, mas não costuma ser complexo quando identificado a tempo. A médica responsável teria orientado uma rotina de cuidados aparentemente simples: lavagem nasal, soro e três doses de adrenalina. Até aí, tudo dentro do protocolo — ao menos no papel. O problema é que, conforme mensagens reveladas pelo Portal Vizinho TV, a prescrição teria sido interpretada de forma equivocada no hospital.
Nos diálogos divulgados, a médica aparece relatando ao diretor da unidade que houve um erro na administração do medicamento. A adrenalina, que deveria ser utilizada em inalação, teria sido aplicada por via endovenosa. Ela menciona que o garoto passou mal logo após o início do procedimento e pede que alguém da UTI desça para ajudar imediatamente. O teor dessas mensagens acabou repercutindo e trazendo ainda mais questionamentos sobre as etapas que antecederam o atendimento emergencial.
A mãe de Benício, em entrevista ao portal Imediato Online, relembrou o momento com voz embargada. Segundo ela, a profissional parecia insegura, consultando o telefone com frequência durante o atendimento. Para a família, isso reforçou a impressão de que havia falta de preparo ou orientação adequada. Já o pai, mais contido, destacou que não busca culpados por impulso, mas sim a verdade: quer entender exatamente o que aconteceu e espera que o processo de investigação traga transparência.
A morte de Benício ocorreu na madrugada de domingo, 23 de novembro. Desde então, equipes da PCAM têm ouvido familiares e profissionais envolvidos, reunindo prontuários e mensagens internas e cruzando as informações. Como o caso envolve uma possível falha de conduta, os investigadores seguem passo a passo para evitar conclusões precipitadas. Segundo informações que circulam entre repórteres locais, o procedimento pode incluir perícia independente e análise detalhada dos registros da noite.
Esse episódio reacendeu o debate sobre preparo técnico, pressão em ambientes hospitalares e a necessidade de comunicação clara entre médicos e equipes de enfermagem. Em grupos de discussão na área da saúde, profissionais relembraram casos recentes que motivaram mudanças internas em hospitais privados do país, principalmente após a pandemia, quando a sobrecarga deixou os plantões mais vulneráveis a erros de rotina.
Por ora, a família aguarda as próximas etapas com esperança de que tudo seja esclarecido. O caso, além de tocar profundamente quem o acompanha, reforça uma reflexão que tem aparecido com frequência em 2024 e 2025: a importância de processos bem definidos e de uma cultura de segurança no atendimento, especialmente quando envolve crianças. Cada passo importa, e cada história como essa faz o país voltar os olhos para onde não deveria haver espaço para falhas.



