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Criança de 5 anos morre após cair do 12º andar de prédio em Minas Gerais

A manhã desta sexta-feira (28) foi marcada por profunda comoção no Bairro Grand Ville, na Zona Leste de Uberlândia, após a morte de um menino de 5 anos que caiu da janela de um apartamento no 12º andar. O caso mobilizou equipes de socorro, moradores do condomínio e autoridades, que se depararam com um cenário de grande tristeza. A notícia rapidamente se espalhou pelo bairro, deixando famílias abaladas e trazendo à tona debates sobre a importância de medidas de proteção em residências, especialmente onde vivem crianças pequenas.

Segundo informações do Corpo de Bombeiros, o menino, identificado como Matthew Cruz Mussa, teria caído da janela do banheiro do apartamento onde morava com os pais. A abertura não possuía tela ou grade de segurança, o que pode ter facilitado o acesso da criança ao local. Os militares confirmaram o óbito ainda no local, ressaltando que a altura aproximada da queda — cerca de 35 metros — não permitiu chance de sobrevivência. A equipe de resgate chegou rapidamente, mas não havia o que pudesse ser feito.

A mãe da criança, Emily Linhares, relatou à Polícia Militar que deixou o filho dormindo para ir à academia do próprio condomínio por volta das 6h30. O marido dela estava no trabalho e, portanto, não havia outro adulto no apartamento no momento. A mãe contou aos policiais que, nesse intervalo, o menino acordou e foi até o banheiro. A suspeita registrada pelas autoridades é de que ele tenha subido no local e alcançado a janela, o que resultou na queda. O depoimento, feito em estado de choque, evidencia o impacto emocional enfrentado pela família diante da tragédia.

Moradores do condomínio afirmaram ter ouvido movimentação pouco depois das 7h, quando perceberam que algo grave havia acontecido. Muitos se aproximaram da área externa tentando entender o que ocorria, enquanto outros acionaram imediatamente os serviços de emergência. A comunidade se mobilizou para prestar apoio à mãe da criança, que foi amparada até a chegada das equipes de segurança e profissionais de saúde.

O caso reacende discussões importantes sobre prevenção de acidentes domésticos, especialmente em edifícios residenciais. Especialistas alertam que janelas acima do primeiro andar devem sempre possuir proteção específica, como telas reforçadas ou dispositivos que limitem abertura. Mesmo em ambientes considerados seguros, crianças possuem curiosidade natural e podem alcançar locais inesperados em questão de segundos. Situações como essa reforçam a necessidade de atenção constante e de estruturas adequadas para evitar riscos.

As autoridades devem abrir um procedimento para apurar todos os detalhes do ocorrido, algo de praxe em situações desse tipo. A investigação busca esclarecer a dinâmica do acidente e orientar medidas preventivas dentro do condomínio. Moradores relataram que muitos apartamentos do prédio já utilizam telas de proteção, mas que a instalação não é obrigatória. A expectativa é que o fato motive discussões internas para que novas regras de segurança sejam avaliadas pelo conjunto de moradores.

Enquanto as investigações seguem, o clima no condomínio Grand Ville é de consternação. Vizinhos, amigos da família e moradores da região expressaram mensagens de apoio e solidariedade nas redes sociais, lamentando profundamente a perda de Matthew. A tragédia deixa um alerta importante sobre cuidados essenciais no dia a dia e serve como reflexão para famílias que vivem em edificações mais altas. Em meio à dor da família, a comunidade se une na esperança de que medidas preventivas sejam reforçadas e situações semelhantes possam ser evitadas no futuro.

 

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