Comunicamos a morte do jovem Alexsandro Branco, de apenas 23 anos, após tela de proteção cair

A tarde de quarta-feira (26/11) ficou marcada por um episódio extremamente triste no bairro Paraíso, em Chapecó, no oeste de Santa Catarina. Alexsandro Branco, de apenas 23 anos, perdeu a vida após cair do quarto andar de um edifício onde realizava a instalação de uma tela de proteção. A notícia se espalhou rapidamente pela região, trazendo um misto de tristeza e inquietação, especialmente entre aqueles que conviviam com o jovem trabalhador.
Segundo relatos de moradores, Alexsandro era conhecido pela dedicação ao serviço e pelo cuidado com os equipamentos. Quem estava por perto afirmou que ele utilizou o cinto de segurança durante praticamente todo o procedimento. Porém, nos instantes finais, quando ajustava os últimos detalhes, teria retirado o equipamento para alcançar melhor a área externa da sacada. Foi nesse momento que ele subiu uma pequena escada, perdeu o equilíbrio e sofreu a queda.
A cena deixou moradores abalados. Muitos contam que, minutos antes, o jovem conversava com colegas e parecia concentrado na tarefa. O impacto da queda foi fatal e, infelizmente, não houve possibilidade de atendimento imediato. Por isso, o Corpo de Bombeiros sequer chegou a ser acionado. A Polícia Científica esteve no local para realizar a perícia, buscando entender exatamente como tudo aconteceu e quais fatores contribuíram para o desfecho.
Com o registro do acidente, a Polícia Civil abriu uma investigação para apurar se houve falha no uso adequado dos equipamentos de segurança ou algum tipo de irregularidade envolvendo o serviço executado. Esse tipo de análise costuma ser minucioso: envolve depoimentos, fotos da cena, condições da estrutura e até o histórico do trabalhador e da empresa responsável. Ainda não há conclusões, mas o caso já serviu para reforçar uma discussão importante na cidade — e no Brasil como um todo.
Nos últimos anos, especialmente após 2020, com o aumento de pequenas obras residenciais e serviços terceirizados, especialistas têm insistido na importância de treinamentos contínuos para profissionais que trabalham em altura. Um detalhe aparentemente simples, como retirar temporariamente um cinto de segurança, pode expor o trabalhador a riscos sérios. E mesmo que a pressa do dia a dia pareça justificar certas escolhas, a prevenção continua sendo a principal ferramenta para evitar perdas humanas.
Para quem vive no bairro Paraíso, o sentimento é de perda coletiva. Moradores comentaram nas redes sociais, compartilharam homenagens e lembranças do jovem e destacaram o quanto tragédias assim deixam uma marca profunda. Nas conversas informais do fim da tarde, o assunto dominou as rodas de vizinhos: muitos lembraram de situações em que também presenciaram profissionais arriscando-se em sacadas, marquises ou telhados, às vezes movidos pelo desejo de terminar o serviço rapidamente.
Este acidente, infelizmente, funciona como um alerta renovado. Empresas, condomínios e profissionais autônomos precisam reforçar protocolos, investir em orientação e, principalmente, nunca subestimar a importância do uso contínuo dos equipamentos. A prevenção não elimina completamente os riscos, mas reduz drasticamente as chances de algo sair do controle.
Enquanto a investigação segue, permanece o clima de luto e reflexão. Alexsandro, aos 23 anos, tinha muito a construir. Sua história agora se torna um lembrete doloroso da necessidade de cuidado redobrado em serviços de altura — um tema que, mesmo conhecido, ainda precisa ser levado mais a sério no cotidiano.



