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Recado que cabeleireiro dos famosos recebeu antes de ser morto é revelado

Nos últimos dias, um episódio envolvendo o cabeleireiro Roberto Silveira — mais conhecido no meio artístico como Betto Silveira — tomou conta das conversas nos salões, nas redes sociais e até nos grupos de bairro. Aos 59 anos, Betto era daqueles profissionais disputados, com agenda cheia, clientes famosos e uma energia que, segundo quem o conhecia, iluminava qualquer sala. Por isso, a notícia de sua morte, no sábado (22), dentro de casa, na Rua Pio XI, deixou muita gente sem chão.

O que mais chocou não foi apenas a perda inesperada, mas todo o contexto que veio à tona logo depois. A descoberta aconteceu quando uma prima e um sócio, estranhando a falta de resposta às mensagens e ligações, decidiram ir até o imóvel. A preocupação, que começou como um simples “algo não está normal”, virou um cenário que abalou inclusive os policiais acostumados a lidar com situações delicadas no dia a dia.

Betto foi encontrado no quarto, com sinais evidentes de que passou por momentos de grande tensão antes de morrer. Havia marcas nos braços e no rosto, e ele estava imobilizado. Não é fácil descrever isso, e muitos veículos de imprensa até preferiram adotar uma abordagem mais cuidadosa, justamente para respeitar a família e a memória do profissional.

A partir dali, a investigação deu uma guinada. Se antes a linha de raciocínio era de um episódio pontual, agora os policiais passaram a considerar a possibilidade de algo mais planejado. As câmeras de segurança da vizinhança mostraram dois homens deixando o imóvel naquela manhã. Nada de arrombamento, nada de portas forçadas — o que leva à hipótese de que Betto conhecia essas pessoas ou, pelo menos, não estranhou a presença delas.

Outro detalhe que chamou a atenção são algumas mensagens que Betto recebeu dias antes. O programa “Alô Você” exibiu imagens de conversas que, no mínimo, levantam sobrancelhas. Comentários que traziam acusações sem provas e até ironias sobre sua imagem. Ainda não há confirmação de que esses recados tenham relação direta com o caso, mas, em investigações desse tipo, nenhum elemento fica de fora.

Um ponto especialmente sensível dessa história envolve a mãe de Betto, uma senhora de 98 anos, com mobilidade reduzida, que estava em casa no momento dos acontecimentos. Sem perceber nada de anormal, ela apenas se deu conta de que o filho não apareceu no café da manhã e que não havia comida preparada como de costume. Foi ela quem pediu ajuda para a sobrinha, iniciando a série de ligações que acabou revelando tudo.

Agora, o 14º Distrito Policial de Pinheiros, em conjunto com o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), analisa cada pista com rigor. Segundo a Polícia Civil, nenhuma hipótese foi descartada, e a busca pelos dois homens registrados nas imagens já está em andamento.

A população, especialmente quem convivia com Betto, espera por respostas. Mais do que entender o que aconteceu naquela manhã, o que se quer é justiça e tranquilidade — algo essencial em uma cidade que, apesar de movimentada, ainda tenta preservar o sentimento de comunidade nos seus bairros.
 

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