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Quem é a mulher que tirou a vida da enteada e que tinha planos de cometer outro crime hediondo

A morte da pequena Rafaela Marinho Souza, de 7 anos, continua provocando forte comoção no Distrito Federal e revelando desdobramentos que ampliam a gravidade do caso. O crime, registrado na sexta‑feira, 21 de novembro, já havia chocado a comunidade pela crueldade envolvida, mas novas informações trazidas pela irmã da vítima acrescentam um cenário ainda mais alarmante. 

Segundo ela, Iraci Bezerra dos Santos Cruz, madrasta da criança e autora confessa, teria comentado anteriormente a intenção de provocar a morte do próprio companheiro usando veneno conhecido como “chumbinho”. As declarações levantam suspeitas de que comportamentos perigosos já faziam parte da rotina familiar antes da tragédia.

De acordo com a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), Rafaela perdeu a vida após ser submetida a uma ação que tirou sua capacidade de respirar, usando um cinto, e posteriormente foi deixada presa em uma pilastra da residência. Depois do ocorrido, Iraci compareceu espontaneamente à 8ª Delegacia de Polícia, na Estrutural, e assumiu ter sido responsável pelo ato. Aos investigadores, ela justificou que agiu assim porque a criança teria expressado desejo de morar com uma vizinha — uma alegação considerada absurda e completamente desconectada da realidade familiar.

Durante os trâmites internos na unidade policial, outra informação chamou atenção: havia um mandado de prisão em aberto contra a autora no estado do Pará, relacionado ao homicídio de um ex-companheiro. Apesar disso, ela nega ligação com o caso. Para os familiares de Rafaela, a revelação apenas reforça a percepção de que seu comportamento já levantava alertas há algum tempo.

A irmã da vítima afirmou que sempre notou um comportamento estranho por parte da madrasta e que Rafaela demonstrava receio de retornar à casa do pai. Segundo parentes, a menina se sentia mais confortável e protegida quando estava em Valparaíso de Goiás, onde passava os fins de semana com a família materna. O clima de revolta tomou conta da comunidade ao redor da residência quando a notícia do crime se espalhou, levando a Polícia Militar a isolar o local para evitar conflitos e preservar a cena para a perícia.

Com o avanço das investigações, a PCDF trabalha o caso como homicídio qualificado, analisando também as denúncias sobre possíveis planos de outros crimes que teriam sido cogitados dentro da própria casa. As circunstâncias apontam não apenas para a gravidade do fato consumado, mas para um ambiente familiar fragilizado, marcado por desconfianças e sinais de risco que, infelizmente, não foram percebidos a tempo.

A autora permanece presa enquanto o inquérito segue em andamento, reunindo provas, depoimentos e análises periciais. O caso reacende reflexões importantes sobre proteção infantil, vigilância comunitária e a necessidade de atendimento mais atento às queixas e sinais demonstrados por crianças que convivem em ambientes instáveis. A história de Rafaela agora mobiliza autoridades, especialistas e familiares, que buscam respostas e esperam que a justiça seja plenamente cumprida, evitando que situações semelhantes voltem a ocorrer.

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