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Mulher é presa após tirar a vida de companheiro da pior forma em BH

A noite de segunda-feira, 17, terminou de forma tensa no bairro Madre Gertrudes, na Região Oeste de Belo Horizonte. A Rua Pedro Bizzoto, conhecida pelos moradores como parte da área apelidada de “Favelinha”, ficou movimentada após um acontecimento que atraiu curiosos, viaturas e equipes de investigação. Sabrina Valéria Silva, de 40 anos, conhecida na vizinhança como “Morena”, foi presa após um disparo que atingiu seu companheiro, Daniel Henrique Lopes de Carvalho, de 36 anos.

De acordo com as informações iniciais da Polícia Militar, o casal discutiu pouco antes do ocorrido. Moradores, que já estavam acostumados com a rotina intensa da região, contaram ter ouvido barulhos que chamaram atenção, seguidos da correria de pessoas tentando entender o que estava acontecendo. Daniel chegou a ser levado por populares para receber atendimento, mas não resistiu no trajeto.

Quando a PM chegou ao endereço, o local já estava tomado por moradores, muitos tentando ajudar ou apenas observar o trabalho das equipes. Um detalhe chamou atenção dos policiais: parte da cena havia sido lavada antes mesmo da chegada da corporação. Além disso, a arma utilizada no disparo não foi encontrada no local, o que exigiu uma investigação mais minuciosa no entorno. Durante as buscas, foram localizados materiais que levantaram suspeitas de que o casal lidava com substâncias ilícitas pouco antes da discussão.

Tanto Sabrina quanto Daniel tinham registros anteriores relacionados ao tráfico de drogas, segundo informou a PM. “Morena” era vista por alguns moradores como alguém de personalidade forte e, segundo relatos, costumava demonstrar muito ciúme. Esses detalhes, compartilhados informalmente por vizinhos, ajudam a compor o cenário que agora será analisado pela Polícia Civil, responsável por esclarecer a motivação exata do disparo.

Após buscas feitas pelos militares, Sabrina foi encontrada ainda nas proximidades. A prisão em flagrante ocorreu sem resistência, e ela foi encaminhada para a delegacia, onde passou pelos procedimentos legais. A partir de agora, a Polícia Civil irá aprofundar as investigações para entender todas as circunstâncias — desde o início da discussão até o momento do disparo, além de apurar quem teria removido a arma antes da chegada da polícia e de que forma o ambiente foi alterado.

A movimentação na Rua Pedro Bizzoto só diminuiu por volta do fim da noite, quando as viaturas deixaram o local e os moradores começaram a voltar para dentro de casa. A sensação geral entre os vizinhos era de surpresa misturada com resignação, já que a região, segundo comentários, convive com episódios que exigem presença constante das autoridades.

O caso também reacendeu debates na comunidade sobre segurança e convivência, especialmente porque muitos moradores conheciam o casal de vista. Enquanto a investigação segue, o bairro volta lentamente ao ritmo habitual, marcado pelo vai e vem das famílias, pequenos comércios locais e conversas de fim de tarde.

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