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Morre Gesivaldo Britto aos 79 anos

A manhã desta segunda-feira, 17, foi marcada por uma notícia que movimentou o meio jurídico da Bahia. O desembargador aposentado Gesivaldo Nascimento Britto, ex-presidente do Tribunal de Justiça do Estado (TJ-BA), faleceu aos 79 anos, em Salvador. A confirmação veio através de uma publicação oficial da Associação dos Magistrados da Bahia (Amab), que utilizou suas redes sociais para prestar homenagem e expressar solidariedade à família.

Na nota divulgada no Instagram, a entidade lamentou a partida do magistrado e reforçou o apoio aos parentes, amigos e colegas de carreira. “A Amab manifesta profundo pesar pelo falecimento do desembargador aposentado Gesivaldo Nascimento Britto […] ocorrido nesta segunda-feira, 17 de novembro de 2025. Nos solidarizamos com familiares, amigos e colegas, desejando força e conforto neste momento”, diz o trecho compartilhado pela associação. A publicação recebeu mensagens de diversas personalidades do Direito e de profissionais que trabalharam com ele ao longo das últimas décadas.

Até o momento, não foram divulgadas informações sobre horário e local do sepultamento, o que é comum em situações em que a família opta por preservar a privacidade durante as primeiras horas após o anúncio.

A trajetória de Gesivaldo teve capítulos marcantes. Ele assumiu a presidência do TJ-BA em fevereiro de 2018, após ser eleito no fim de 2017. Sua ascensão ao posto mais alto da Corte baiana foi vista como um momento significativo, já que ele acumulava uma carreira longa no Judiciário e era reconhecido por sua experiência em temas administrativos e institucionais.

Porém, sua gestão acabou sendo interrompida em 2019, quando passou a ser investigado na Operação Faroeste — uma operação que ganhou destaque nacional na época e foi amplamente comentada não apenas nos jornais, mas também nas redes sociais, especialmente entre profissionais de Direito que acompanhavam cada atualização do caso. A investigação tratava de um suposto esquema relacionado a decisões judiciais envolvendo disputas de terra no oeste do estado. Com o avanço da apuração, Gesivaldo foi afastado do cargo.

Em outubro de 2021, o magistrado foi aposentado compulsoriamente, decisão que encerrou sua atuação direta na Corte. Apesar disso, o processo não resultou em condenação durante o período em que tramitou, o que manteve parte do debate público em aberto. Muitos profissionais do Direito comentaram, na época, a complexidade do caso e a maneira como ele expôs discussões mais amplas sobre o funcionamento das instituições e a importância de transparência no Judiciário.

Mesmo afastado de suas funções, Gesivaldo continuou sendo uma figura conhecida no cenário jurídico baiano. Pessoas que conviveram com ele lembram que, fora dos holofotes institucionais, costumava manter conversas mais descontraídas, comentando desde futebol — especialmente jogos recentes do Campeonato Brasileiro — até mudanças legislativas que vinham sendo discutidas em Brasília.

A notícia de sua morte, inevitavelmente, reacende reflexões sobre sua trajetória e sobre o impacto que figuras como ele deixam no sistema judicial. Para muitos, trata-se de um momento de recordar não apenas os episódios mais complexos da carreira, mas também sua contribuição técnica e o papel que desempenhou durante anos de serviço público. Enquanto isso, familiares, amigos e colegas recebem inúmeras mensagens de apoio, em um dia que mistura lembranças, respeito e despedida.

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