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Padre Alexsandro Lima, de 44 anos é encontrado sem vida em MS

A tarde deste sábado (15) terminou com uma notícia que ninguém na região de Dourados queria ouvir. O padre Alexsandro da Silva Lima, de 44 anos, conhecido pelo jeito tranquilo e pelo trabalho incansável à frente da Paróquia Nossa Senhora Aparecida de Douradina, foi encontrado sem vida em uma área de mata no Distrito Industrial. A confirmação do falecimento caiu como um soco no estômago de quem o conhecia — e até de quem só acompanhava de longe seu trabalho pastoral.

O religioso estava desaparecido desde a noite de sexta-feira (14). A comunidade especulava de tudo: desde um possível mal súbito até a hipótese de sequestro, que já rondava algumas conversas nas redes sociais locais. Infelizmente, a investigação inicial da Polícia Civil revelou algo ainda mais triste. Segundo o delegado Lucas Veppo, o caso é tratado como latrocínio — roubo seguido de morte.

As equipes do SIG (Setor de Investigações Gerais) localizaram o carro do padre já na manhã de sábado. Ele estava sendo conduzido por dois homens, que foram abordados e detidos. Segundo a polícia, ambos confessaram envolvimento no crime. Dentro do veículo, os investigadores encontraram objetos pessoais da vítima, além de uma faca e um martelo que teriam sido utilizados no crime. É o tipo de detalhe que faz qualquer um perder o rumo por alguns minutos.

O corpo do padre Alexsandro foi localizado pouco depois, enrolado em um tapete, em meio à vegetação de uma área isolada. Relatos apontam que ele apresentava ferimentos de faca no pescoço e lesões na cabeça causadas por golpes de martelo — uma violência que contrasta de forma cruel com a figura pacífica que ele representava no dia a dia. Um dos suspeitos disse ter cometido o assassinato, enquanto o outro afirmou ter ajudado a esconder o corpo. A polícia ainda trabalha para amarrar todas as pontas e entender exatamente como tudo aconteceu.

Nas redes sociais, a comoção foi imediata. Fiéis, moradores e até pessoas de outras cidades compartilharam mensagens de tristeza, lembranças, fotos e trechos de homilias do padre, algumas gravadas recentemente, durante as celebrações da novena de Nossa Senhora Aparecida. A página oficial da Paróquia Nossa Senhora Aparecida de Douradina publicou uma nota de pesar, pedindo orações e descrevendo Alexsandro como “um pastor dedicado e muito amado”. Não faltaram comentários emocionados — alguns mencionando encontros casuais, outros agradecendo conselhos recebidos, e muitos lamentando a violência que, mais uma vez, ceifa vidas no Mato Grosso do Sul.

O velório deve acontecer em dois locais, um em Dourados e outro na própria Douradina, para que todos tenham a oportunidade de prestar suas últimas homenagens. É possível que centenas de pessoas passem pelos locais nas próximas horas, já que o padre era uma figura bastante querida e presente na vida comunitária — não apenas na igreja, mas também em eventos culturais, campanhas de doação e visitas a famílias em situação de vulnerabilidade.

Enquanto a investigação continua, a sensação dominante é de indignação e tristeza. Não há respostas fáceis. Mas, para quem conviveu com o padre Alexsandro, fica a memória de alguém que escolheu dedicar sua vida ao outro — e que partiu de forma injusta.

 

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