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Dias após megaoperação, festa do Comando Vermelho termina da pior forma

A noite de quinta-feira (13) terminou de forma trágica em um salão de festas próximo ao Parque de Madureira, na zona norte do Rio. Era para ser apenas uma confraternização — dessas de fim de ano antecipado, com música alta e piscina iluminada no fundo — mas o que se viu foi um ataque brutal que deixou seis mortos e um ferido. A cena chocou até mesmo policiais experientes, que descreveram o local como um “cenário de guerra”.

De acordo com as primeiras investigações, os responsáveis pela ação seriam criminosos do Terceiro Comando Puro (TCP). Eles teriam invadido o espaço após identificarem que havia na festa rivais ligados ao Comando Vermelho (CV), supostamente do tráfico da favela da Palmeirinha, em Guadalupe. A suspeita ganhou força quando investigadores descobriram que um dos convidados publicou fotos e vídeos do evento — algo muito comum em qualquer reunião hoje em dia, mas que, nesse caso específico, pode ter custado vidas.

Cinco pessoas morreram no local, duas delas perto da piscina, onde convidados conversavam e tiravam fotos momentos antes do ataque. Outras duas vítimas foram socorridas ao Hospital Carlos Chagas, em Marechal Hermes. Um dos feridos não resistiu. O outro segue internado e, segundo fontes ligadas à unidade de saúde, permanece em estado estável, mas sem previsão de alta.

A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) já ouviu testemunhas e tenta reconstruir a dinâmica do que aconteceu em poucos minutos, mas com intensidade devastadora. Relatos apontam que os atiradores chegaram em dois carros, um deles um Toyota Corolla claro, movimento que foi percebido apenas por quem estava na rua — lá dentro, a música abafava qualquer barulho de motor ou passos. Quando os homens desceram, armados com pistolas, não houve tempo para reação.

Vídeos que circulam nas redes sociais — alguns já retirados do ar após pedidos da família — mostram parte das vítimas baleadas próximas à piscina, reforçando a tese de que o grupo sabia exatamente quem procurava. A polícia afirma que todas as vítimas tinham antecedentes criminais, informação que, segundo investigadores, pode ajudar a entender a motivação do ataque, embora não diminua o impacto da violência.

Entre os mortos estão:
• Matheus Gomes da Silva de Andrade, o Baratão, de 23 anos;
• Moises Custódio da Silva, 24;
• Yuri de Andrade Reis, 23;
• Caio José Ballerini de Oliveira Lopes, 21;
• um adolescente de 16 anos, cujo nome não foi divulgado por questões legais.

A Polícia Militar informou que agentes do 41º BPM foram acionados após relatos de disparos. Quando chegaram, encontraram o salão parcialmente destruído, garrafas quebradas pelo chão e convidados em choque. A área foi isolada ainda durante a madrugada para a realização da perícia.

Agora, a DHC busca imagens de câmeras que possam ajudar a identificar os carros usados no crime e o trajeto percorrido pelos suspeitos. Moradores dizem que ouviram “gritos e uma rajada de tiros”, mas a maioria tem medo de prestar depoimento formal. O ataque reacende o alerta para a escalada de violência entre facções na zona norte — um conflito que, de tempos em tempos, volta a explodir em episódios tão rápidos quanto devastadores.

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